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terça-feira, 18 de outubro de 2016

Olá Outubro de 2016

Nem sei o que te diga, Outubro. Sabes que estás na minha lista negra há algum tempo. Este ano, como só estou a cumprimentar-te ao dia 18 (digo-te já que, por mim, podias ter apenas 3 ou 4 dias), vou dividir-te em quinzenas: a 1.ª quinzena, tirando o dia 15 de Outubro, escapou; ao 3º dia da 2.ª quinzena, já não te posso ver. Mais uma vez, tenho pressa em despedir-me de ti. Por mim, isto era já o cumprimento e o Adeus, mas ainda faltam 13 dias. Sendo que um deles é o das Bruxas. Para não variar, estas tipas apareceram mais cedo.


Em Outubro vou tentar:
- Ginasticar, se bem que: por um lado, já faço muitas caminhadas do meu quarto para o do miúdo; por outro, agora até vou a pé para o trabalho. Vou considerar que esta é uma tentativa concretizada com sucesso. Afinal, já estamos a dia 18.
- Pisar folhas à maluca com o meu filho sem ser apanhada pela senhora que as varre e que com elas constrói montes no jardim da nossa terra. Dá mesmo vontade de começar ao pontapé e espalhar tudo pelo chão... É que o chão fica tão bonito coberto de folhas... Não, não é por ter vontade de pontapear ninguém. Eu sou uma pessoa muito pacífica. 
- Não sei muito bem o que é aquilo ali na terceira imagem: à primeira vista pareciam castanhas; agora parece-me um cacau quente com qualquer coisa... Pronto, vou assumir que um dos objetivos do mês de Outubro é não me encher de porcarias comestíveis. Nem de porcarias de espécie alguma. E ir ao oftalmologista.
- Ter uma bicicleta por perto para fugir quando a conversa não me agradar ou quando encontrar pessoas que podiam muito bem viver em Marte (desculpem lá, habitantes de Marte, mas parecem-me bem mais evoluídos emocionalmente para lidar com determinadas "não espécies" de humanos).  

Outubro! Outubro, ainda aí estás!?

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

15 de Outubro: Dia Nacional para a Sensibilização da Perda Gestacional

A Associação Projecto Artémis quer fazer do dia 15 de Outubro o dia Nacional para a Sensibilização da Perda Gestacional. Foi precisamente no dia 15 de Outubro de 2012 que fiquei a saber que o coração do bebé sonho que trazia comigo parou.

Poucas semanas depois de me descobrir grávida pela primeira vez, deixei de ter vontade de escrever no diário que tinha iniciado. Os nomes de que gostava deixaram de me soar bem: apesar de estar no início da caminhada, já existiam nomes preferidos; de um momento para o outro nenhum destes nomes me fazia sentido. Elegendo um só nome de cada Género, Pedro e Helena eram os meus preferidos. O pai naquela altura ainda não tinha opinado muito sobre o tema, tínhamos tanto tempo para fazer listas de nomes e para decidir... Às vezes penso que era menina. Apesar de nenhum dos nomes me soar bem naquela altura, deixei de gostar do nome Helena (ainda antes de saber o desfecho da história), não o imaginava numa filha minha, ainda que temporariamente. Hoje, como antes, gosto muito do nome. Às vezes também penso que aquele bebé sonhado era menino; lembro-me de um boneco que a minha mãe me ofereceu quando eu tinha 20 e tal anos, como que a apelar ao meu instinto maternal e a gritar desesperadamente que queria ser avó; até meias comprou para o boneco. Era um boneco com o tronco de pano, braços e pernas de borracha e rosto de porcelana; com um rosto de recém nascido muito realista, com pregas e tudo; eu adorava aquele boneco, nem sei explicar porquê. Chamei-lhe Pedro. Um dia partiu-se, tal como o meu bebé sonhado partiu de mim quando me disseram que o seu coração tinha parado. No entanto, a este meu bebé eu nunca chamei Pedro. Naquele momento de tristeza, não sabia se a vida me daria oportunidade de ter um Pedro ou uma Helena, ou se já ma tinha tirado. Aquele bebé nunca foi a Helena nem o Pedro. Podia ter sido, mas não foi. Aquele bebé, apesar de não ter um nome, foi o meu primeiro bebé.

No dia 4 de Outubro, com 8 semanas de gestação, a médica não ouviu os batimentos cardíacos no ritmo que era suposto. O tempo de gestação real podia não ser este e ela pediu-nos para regressarmos à consulta dentro de 8/10 dias, aproximadamente. Saí da consulta com o ritmo cardíaco acelerado, com medo, mas com esperança. Desassossegada.
No dia 15 de Outubro confrontei-me com o facto de o coração do bebé ter, definitivamente, parado. Foi o arrancarem-me definitivamente o sonho e a felicidade de ter aquele bebé. Acho que foi o pior dia da minha vida. A médica que fez a ecografia a dizer que é normal acontecer. As lágrimas a cair apesar das tentativas de guardá-las só para mim; não queria aquelas lágrimas, não por aquele motivo. A espera para entrar na consulta e falar com a minha médica. A enfermeira a chamar-me mãe. Mãe de um vazio, mãe de uma mão cheia de nada, mãe de coisíssima nenhuma. Não era mãe, nem estava no caminho para sê-lo, muito pelo contrário: estava a fazer o caminho inverso contra a minha vontade, sem saber se algum dia viria a ser mãe. Mas sentia-me mãe. A revolta por um lado, a tristeza por outro.
Num dia sentia vida, luz, felicidade e esperança dentro de mim. No outro, não sentia nada. Com a agravante do corpo não expulsar o que tanto desejara e ter de ser eu a decidir como o iria fazer. Dia 20 de Outubro, o derradeiro dia e o que mais me custou. Fui eu que decidi tomar a medicação, fui eu que fiz o que o meu corpo recusou fazer. O contar às pessoas que não estava grávida. A culpa por ter engravidado tarde. O medo de não conseguir voltar a fazê-lo. O desejo de ter um bebé, ter um bebé naquele momento. O choro que me acompanhou muitos dias. A tristeza que eu nem tentei disfarçar. A fragilidade. A espera pelo sinal do corpo. As idas ao médico. A luz verde para engravidar. O não ter engravidado no primeiro mês. O não ter engravidado no segundo mês. O teste positivo no terceiro mês. A alegria e o medo de mãos dadas a conviver como se se completassem. O contar a algumas pessoas que estava novamente grávida - a duas delas escrevi várias mensagens em folhas A4, na última lia-se que eu estava grávida. A emoção por tudo e por nada. A fé de que tudo correria bem. O vomitar nos primeiros seis meses de gravidez. Os enjoos durante toda a gravidez. O não gostar de estar grávida nos primeiros meses. O desejar não estar grávida. A culpa por sentir isto. O estado de graça que chegou no sexto mês. A alegria de ter o meu filho. O amor e a felicidade por ele nascer. Nascer de mim e para mim. Perdi um bebé imaginado nos mais doces sonhos no dia 15 de Outubro de 2012. Ganhei um bebé de sonho no dia 27 de Setembro de 2013, um bebé que tem um nome composto, do qual Pedro faz parte. Habitualmente não o chamamos de Pedro, mas ele é Pedro porque a vida me deu esta oportunidade. É o "meu Pedro" e ao contrário do esperado, já que toda a gente o conhece pelo segundo nome, este é o seu primeiro nome. Porque Pedro nasceu em mim antes de qualquer outro nome.

Imagem retirada daqui.

São momentos difíceis, são marcas que ficam, são sonhos que se desfazem. Sei que a minha história não é das mais dolorosas. Nessa altura descobri histórias reais de pessoas que tentaram engravidar anos e anos sem sucesso. Pessoas que depois de tantas tentativas, engravidaram para logo depois perderam os seus bebés sonho.  Uma vez, duas vezes, três vezes. Que dor. Que impotência. É uma realidade, existe, acontece mais vezes do que pensamos. Sensibilizar também é preparar para a intervenção. Assinei esta Petição.

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Adeus meu "querido" mês de Outubro

Tu, Outubro, sabes bem que não és um mês querido. Este ano não foi diferente, no entanto, não te dou assim tanta importância desde que o meu filho nasceu. Valores mais altos se levantam, já sabes.
Comemorei o Halloween de forma muito simples, com um filho mascarado, num almoço com um grupo de amigos, organizado para o efeito. Ele correu, brincou e embirrou. Podia ser um almoço por outro motivo qualquer, mas havendo uma comemoração no calendário, aproveitá-mo-la.
Levámos 3 folhas grandes de papel e colá-mo-las na parede do restaurante. Os miúdos desenharam, pintaram e riscaram - dependendo da idade, já se sabe, cada um fez o que quis e o que foi capaz. Levámos brinquedos, uma mesa e cadeiras à medida dos petizes. Conclusões óbvias:
- Todos querem o mesmo brinquedo, à mesma hora. É matemático. 
- As miúdas querem sempre o prato cor de rosa, em havendo só um, é preferível escondê-lo. 
- O carro que está na mão do vizinho é sempre melhor do que o meu. O objetivo da brincadeira é conseguir tirar os brinquedos que os outros têm na mão. E, eventualmente, evitar que me tirem o que tenho na minha.
- Se me tiram um brinquedo da mão/se quiserem o mesmo que eu, ofereço uma chapada. Ou choro. Ou grito. Ou esperneio. Vale tudo.
- É impossível almoçar calmamente, pelo menos os pais dos miúdos que têm entre 2 e 4 anos.
- É impossível manter uma conversa com uma duração superior a dois minutos.
- E combinar um almoço para os miúdos sem os miúdos!? Hã!? Boa ideia. Estou a brincar... Ou não. Nunca se saberá.
- Todos as crianças fazem traquinices - que inteligente que eu sou, ainda me arrisco a receber algum prémio por este desabafo... é óbvio, é apenas para relembrar este facto a mim mesma - e ainda bem.

Há quem chame ao dia 31 de Outubro o Dia das Bruxas. Concordo. Ou melhor, não concordo. Todo os dias do mês de Outubro foram dias de bruxas. No creo en brujas, pero que las hay, las hay!
Devem haver outras coisas para dizer em relação a Outubro de 2015, mas tenho pressa em despedir-me dele. Adeus Outubro, "baza".

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Adeus meu querido mês de Outubro e olá Novembro de 2016

Este é um texto 2 em 1: despeço-me de Outubro e cumprimento Novembro de uma só vez. Os últimos dias de um e os primeiros de outro foram complicados: o pai ausente, cansaço acumulado, desorganização (custa-me o pai estar ausente, mas a desorganização é que me descontrola), muitas discussões, menos tempo de qualidade com ele. Ele a ressentir-se com isso e a manifestar-se. Eu com níveis de frustração muito elevados (não é habitual). A cereja no topo do bolo: chegar a casa depois de um dia de trabalho com ele pela mão e muito cansado (depois de muitos dias turbulentos), convincente de que naquele dia tudo correria bem, faríamos tudo com calma, jantaríamos, brincaríamos, ele adormeceria cedo e tranquilo, eu teria tempo para fazer tudo com tranquilidade... quando chegámos não tínhamos água. Reorganizar tudo, regressar a casa da avó para banhos e jantares, voltar a casa para dormir e uma noite difícil. Já é a terceira vez que, estando ele muito cansado, acorda a chorar, aos gritos. Mantém-se assim durante 10/15 minutos. Acho que não acorda, mas nada o consola. O Sábado de manhã foi complicado, mas o fim de semana acabou bem.
Os dias estão mais pequenos, mas já decidimos que mesmo assim passaremos no parque de vez em quando. Temos passado os fins de semanas em casa, mas ele tem brincado muito (eu estou a precisar de sair). A semana passada não tinha nada em casa, até o leite acabou, mas fiz compras online no sábado e fizeram a entrega no domingo. Preparei o prato do almoço de sábado para ele com todo o cuidado e entornei-o; sorte a nossa, havia mais na panela. O chão de casa estava nojento, mas entre a lavagem dos quartos durante o dia de ontem, a lavagem do hall hoje às 3h30 da manhã (deu-me para isto quando o pus a fazer chichi) e a cozinha hoje de manhã, ficou bem melhor. A máquina de secar avariou, mas consegui aproveitar o sol de domingo, secar a roupa e orientá-la, de maneira a evitar pegar no ferro todos os dias de manhã à pressa. Tem chovido muito, mas já compramos as botas de borracha. As botas de borracha estão grandes, mas ele arrancou-lhes as etiquetas e achou que elas são o sítio indicado para arrumar os carrinhos. O pé há de crescer. O pai diz que não estão assim tão grandes. Sinto-me mais calma. Só preciso de ter tudo organizado, nunca precisei tanto disto.

Imagem retirada da Internet: Fonte desconhecida

Depois da tempestade de Outubro espero pela bonança de Novembro. Espero que tudo volte ao seu lugar, ao lugar certo.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

És tramado Outubro, mas eu, quando quero, também.

Uma semana tramada que terminou. Um fim de semana tramado que já lá vai. Uma nova semana a iniciar com o desejo que nada nem ninguém nos trame. 
Há dias tramados. Há pessoas de fugir que nos empurram para conflitos. Há pessoas loucas. Há pessoas más. Há pessoas loucas e más. Há pessoas passivas demais. Há pessoas que se atiram em tua defesa. Há pessoas que se revoltam. Há pessoas que nada fazem. Há limites de paciência e de tolerância, tem de haver. E perante isto há objetivos que se traçam e decisões que se tomam, o que é bom.
Assim vai Outubro - o mês que tem por hábito dar-me luta - igual a si mesmo. A ironia de tudo isto é que me dá a força na mesma medida em que me dá a tristeza/a desilusão. És tramado Outubro, mas eu, quando quero, também. 

sábado, 3 de outubro de 2015

Olá Outubro de 2015

É este ano que começo a celebrar o Halloween. Só me falta a abóbora. Em relação ao gato, posso sempre considerar o da vizinha (só para a fotografia, claro).


Créditos de imagem: M.O.D

Vi um grande sonho ser destruído em Outubro de 2012.
Anunciaram para Outubro de 2013 o nascimento de um sonho real. Não te tornaste no "MÊS" por dias, mas a culpa não foi tua.
Em 2014 trouxeste-me um emprego à medida dos meus desejos (pelo menos, na altura, era o que eu desejava).
Há dias da folha que te pertence que ficarão na minha memória pelos piores motivos, mas já me reconciliei contigo.
O que me trazes este ano? Surpreende-me. Pela positiva.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Olá e adeus...olá e adeus... olá

Adeus Agosto de 2017: o mês do meu aniversário e do aniversário da minha tia-irmã. O mês em que iniciámos, já nos últimos dias, as nossas férias grandes de 2017.

Olá Setembro de 2017: o mês em que terminámos as nossas férias grandes de 2017. Adeus Setembro: o mês em que o miúdo lá de casa reiniciou a escola com os amigos do costume (não mudou de escola) e comemorou o seu 4º aniversário.

Olá e Adeus Outubro de 2017: este ano não foste mau. Mudaste, Outubro! Já não te suportava.

Olá e Adeus Novembro de 2017... já não me lembro de ti.

Olá e Adeus Dezembro de 2017: apareceste e partiste com a magia que te caracteriza. Com festas e com almoços felizes, com espetáculos para todos, com a primeira ida ao cinema do miúdo, com uma volta na Roda Gigante de Lisboa, com viroses para todos (mas por que raio os bicharocos teimam em visitar-nos nesta altura?), com prendas e surpresas para todos, com férias, com carrósseis. Foste mágico. Passados tantos anos voltei a amar-te. É oficial e já o assumo sem receio, voltei a amar-te, meu querido mês de Dezembro.

Olá e Adeus Janeiro de 2018: começamos contigo o novo ano e encerramos contigo as encenações de Natal. A árvore foi arrumada em Janeiro, no entanto o Pai Natal  só foi buscar o nosso presépio em Fevereiro. Para além do atraso, esqueceu-se de levar os Reis Magos, o que significa que vou ter de inventar uma história qualquer para justificar o desaparecimento deste poderoso trio. O miúdo recebeu a visita de uma nova virose.

Olá Fevereiro de 2018 e mais uma virose!? "Queridas", ninguém vos convidou. Detesto visitas inesperadas, deixem o miúdo em paz.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Projeto 12: Um pequeno (pequeníssimo) contributo para um mundo melhor, todos os meses, de Outubro 15 a Setembro 16

Filho, no seguimento da carta que escrevi por ocasião do teu 2º aniversário, decidi que quero, para já, realizar 12 pequenas ações que marquem a diferença até completares 3 anos de vida. Não serão grandes feitos, serão apenas pequenas atitudes que, espero, se tornem um exemplo para ti. São valores que quero transmitir pelo exemplo. E o exemplo começa agora. São pequenas decisões que podem marcar a diferença na nossa forma de estar na vida perante determinadas situações. São escolhas. São pequenas coisas que não fazemos com a regularidade que podíamos e/ou devíamos, porque, simplesmente, não refletimos sobre elas. São pequenas partes do mundo que quero mudar/melhorar.
A pequena ação do mês de Outubro foi muito simples. No dia do teu aniversário ofereceram-te dois brinquedos iguais. Numa situação normal, pegaríamos num deles, com o respetivo talão de compra, e rumaríamos à loja para trocá-lo. Preferimos não fazê-lo. Conversei com o pai e sugeri que oferecêssemos aquele presente a uma criança que não recebe brinquedos com a mesma regularidade com que tu recebes. Ele concordou. Àquele presente juntou-se um outro que, não sendo repetido, é muito semelhante a um que já tens. Vamos oferecer 2 presentes que não tiveram qualquer custo para nós, agimos apenas de forma diferente do habitual. Inicialmente, até ponderei trocar aquele brinquedo por um puzzle, mas quando quiser e puder compro-te um. Para ti, filho, mais um brinquedo ou menos um brinquedo não fará diferença, para outra criança, certamente, fará.

O título deste pequeno projeto pessoal é inspirado no título de um projeto de fotografia - cujo objetivo é fotografar os filhos, uma vez por semana, todas as semanas durante um ano. Talvez, daqui a algum tempo, eu consiga realizar uma pequena ação todas as semanas; talvez eu consiga "fotografar" uma pequena ação todas as semanas. Por agora, vamos tentar "fotografar" uma pequena ação todos os meses e, se possível, envolver-te.
É claro que tenho em consideração que tens apenas 2 anos. O teu entendimento em relação a determinadas coisas é, por enquanto, limitado. Não pretendo realçar as coisas menos boas que o nosso mundo contém, tu terás tempo para descobri-las. Pretendo, pelo contrário, dizer-te que há muitas coisas boas e podem existir muitas mais - imagina que muitos começam a fazer 12 pequenas ações (alguns já fazem muito mais). A verdade é que quero um mundo melhor para ti. Acredito que tudo pode ser melhor, depende de cada um de nós. É só isto que quero transmitir-te.


Créditos de imagem: Wishªcolor


Desejo, com todo o meu amor, um mundo melhor para ti. Desejo, simplesmente, um lugar melhor para nós (todos).

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

À conversa com o meu filho #19 - Mãe, arranjei-te uma semente...

"De onde vêm os bebés" já foi tema de conversa lá em casa. Não falei da cegonha e acabei por ser directa. Referi este assunto aqui e aqui.

A semana passada surgiu a seguinte conversa à saída da escola:

- Mãe tenho uma semente para pores na tua barriga. - disse-me.
- O pai vai pôr uma semente na barriga da mãe? - retorqui, julgando ter percebido mal a afirmação.
- Não mãe, eu já tenho a semente, apanhei-a na escola, está dentro da mochila. 
- E o que é que faço com a semente. - pergunta estúpida, eu sei.
- Pões no pipi. E passado muito tempo, nasce um bebé da tua barriga. - esclareceu-me o miúdo com os seus 4 anos.

Há 2 semanas fez um desenho na escola com os dois irmãos, continua a dizer que não tem irmãos há muito tempo. No Domingo, no quadro de ardósia desenhou-nos(eu, ele e o pai) e... 13 irmãos.

E eu temo ter decidido no passado dia 15 de Outubro (logo neste dia, bolas) que não terei mais filhos. Não que não queira, mas porque não há condições (diversas) para tal. Tenho pena, filho.
Acho que não seria capaz de ter mais um filho só por mo pedires, mas se pudesse e se sentisse que podia tê-lo, teria. E ficaria feliz por ti e por mim. Por nós.
Posso dizer-te que tens uma prima, posso dizer-te que acredito (desejo muito) que podem vir a ser como irmãos, posso dizer-te que ter irmãos é muito bom ou que ter irmãos não é assim tão extraordinário. Se me restringir à minha experiência posso dizer-te duas coisas: tenho uma irmã pela qual sinto um amor imenso especial; tenho um irmão que não te conhece... Uma coisa eu sei, acredito na relação que tens com a prima que tanto adoras.

Fonte desconhecida
Ela é mais alta do que tu (também é 3 anos mais velha), mas tu dizes que vais ser maior do que ela... Vejo os dois com a mesma grandeza! Que sejam primos-irmãos, meus amores!

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Adeus meu querido mês de Setembro de 2016

Já estamos a 17 de Outubro e ainda não me despedi de ti. Foste bom. Foste um mês de começos e recomeços. Foste um mês de festas simples, mas com muito significado e com sentido. Foste a soma de comemorações, de alegrias e de amor. Os meus amores no estado puro fizeram anos. O pai aqui de casa também (falta falar de dois livros para assinalar a sua entrada nos 40). O meu pai também. 
Um acontecimento triste: Juntou-se ao meu pai uma das pessoas de que falei aqui. Também com cancro. Com menos 1 ano do que eu e com dois filhos. Senti uma profunda injustiça nesta morte (como em quase todas). E se fosse eu/podia ser eu - penso. E choro. E lamento. Lamento muito. Ela lutou muito, sofreu muito. Foi filha de uma mãe de cancro e perdeu-a para esse terrorista que ninguém consegue deter. Agora, no papel de mãe, também foi vencida. Porquê tanto sofrimento e tanta luta em vão? 

Adeus meu querido mês de Setembro de 2016, no próximo ano quero ver-te bem e cheio de razões para sermos felizes, como sempre. Sem acontecimentos tristes. 

domingo, 6 de dezembro de 2015

Adeus meu querido mês de Novembro

Sais de cena para dar a vez a um mês encantado: a um mês bonito, apressado, comemorativo, solidário, frio, mas alegre e branco. Pelo menos, é assim que o vejo.
Meu Novembro, penúltimo mês do ano, digo-te adeus com uma sensação Agridoce. Foste melhor do que o mês de Outubro (não era preciso muito), mas não foste perfeito. Foram travadas algumas lutas durante alguns dos teus dias. Aconteceram coisas boas e algumas menos boas. Dúvidas e certezas. Altos e baixos. Com dias de muito sol e com dias de relâmpagos estrondosos... Mas, eis que me despedi de ti com vista para um arco-íris longínquo; não do alto da montanha, mas a caminho de lá. Para o ano quero ver-te de outra forma.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Dois presentes, com 2 e 5 anos respetivamente, embrulhados em bolas de sabão

Já passou 1 mês, mas tenho de escrever sobre a festa de aniversários dos meus amores pequeninos.
No dia 27 de Setembro comemorámos o aniversário do meu filho e o da minha sobrinha. Em Setembro, ele fez dois anos, ela cinco. Decidimos fazer uma festa para os dois porque, em conjunto, foi possível realizar uma festa à medida dos nossos sonhos. Alugámos um espaço num colégio porque nos pareceu adequado para as crianças, afinal a festa é para elas. Um espaço ao ar livre com relva, escorregas e brinquedos diversos, nomeadamente, bicicletas, bolas e cozinhas. Se chovesse tínhamos uma sala grande à disposição, mas não choveu.
Iniciámos um mealheiro há um ano atrás e foi assim que pagámos o aluguer do espaço. Já iniciámos o do próximo ano. Parecendo que não, ajuda muito.
Os temas foram definidos: A Violeta (foi ela que escolheu) e os Piratas (a mãe dele, eu portanto, é que escolheu). Comprámos elementos decorativos com pormenores a condizer com os temas. Fizemos duas grandes mesas, cada uma com o seu tema. Comprámos salgados caseiros, nós e familiares fizemos os doces (eu, que sou a "rainha" da cozinha, fui incumbida de fazer a gelatina... como sabem, é muito difícil fazer gelatina, requer talento e paciência, é um trabalho complexo, daí terem delegado esta responsabilidade na minha pessoa), comprámos bebidas e alguns doces, fizemos sandes de queijo/fiambre/tomate cherry, cortámos frutas. Eu e o pai do Índio Pirata fizemos um barco de Pirata no qual colocámos as frutas. Eu idealizei a coisa - leia-se pesquisei na Internet - o pai executou. Alguém tem de ser o cérebro da operação, certo?  
Os dois aniversariantes foram as primeiras crianças a chegar à festa, estavam felizes da vida. Ele porque viu naquele espaço a hipótese de correr, brincar e explorar. Ela porque sentiu orgulho em poder receber os amigos naquele espaço. E pela brincadeira que o mesmo proporcionou, claro. 
As crianças correram e brincaram. Os adultos conversaram e, sem saírem do sítio de conversa, observavam os pequenos, já que o espaço, apesar de amplo, permita o contacto visual com toda a gente. Foi muito bom. Uns sentados em cadeiras, outros na relva. Uns de copo na mão, outros de rissol na boca. Outros de rabo para o ar a levantar o bebé que caiu. Miúdos a correr, miúdos a andar de bicicleta, miúdos a lutar pelos brinquedos da cozinha, miúdos a descer o escorrega, miúdos a brincar aos detetives, miúdos de espada na mão e de bola no pé, miúdos a fazer birras. Enfim, o normal. Brincadeiras livres, sem animação programada, brincadeiras à medida de cada um, já que cada um brincou como quis. Entre grandes e pequenos eram quase 100 pessoas. Foram 3/4 horas de festa pura.
O momento alto foi o de cantar os Parabéns. Antes da cantoria propriamente dita, oferecemos bolas de sabão e gaitas de papel (não sei como é que aquilo se chama) às crianças. Passados poucos minutos, tínhamos uma paisagem de bolas de sabão iluminada por um candeeiro de sol; bolas grandes, bolas pequenas, umas  lá em cima, outras pela altura dos nossos joelhos, uma bela paisagem. Segundos depois, tínhamos uma banda filarmónica desafinada a apitar, com ritmos e tons diferentes, imperfeitos e desafinados, dirigida pelos aspirantes a músicos. O brilho nos olhos e a euforia das crianças valeu a pena, valeu pelo esforço de procurar o presente ideal para oferecer aos convidados (na verdade, eu sabia o que queria, são coisas comuns em festas de crianças, mas tinha de encontrar coisas à medida do orçamento que tinha definido). Eu, que dias antes me perguntava por que raio, agora, se oferecem prendas aos convidados, rendi-me. Decidi que não daria doces a ninguém e foi o melhor que fiz. A minha querida irmã alinhou nos doces e, depois, andou a pedinchar gaitas. Gaita da miúda, eu bem que a avisei.
Depois, duas mesas pequenas no meio da relva, cada uma com um bolo (diferentes por fora, iguais por dentro). O cantar os parabéns duas vezes, a dois amores, pela comemoração do nascimento de cada um. Nasceram-nos dois presentes há 2 e 5 anos, respetivamente. Dia 27 de Setembro de 2015 comemoraram juntos, embrulhados em bolas de sabão, os seus aniversários. E nós fomos ainda mais felizes, porque, com estas pequenas grandes experiências/vivências, esperamos que eles construam boas memórias.
Parabéns meus amores! Marcamos encontro na festa do próximo ano que, se for em conjunto, será em Outubro.