segunda-feira, 6 de julho de 2015

A brincar é que a gente (pequena) se entende #4 - Brincadeiras no lava-loiça

Também pode ser no bidé (esta palavra é tão poética que nem sei como não a uso mais vezes) ou num alguidar.
Os miúdos querem é disto. No outro dia coloquei-o em cima do banco, enfiei-lhe um avental mal amanhado (a palavra amanhado também é bonita), dei-lhe um esfregão para a mão, umas caixas e uns pratos de plástico e colheres e disse-lhe que estava na hora de ele começar a lavar a loiça. Maravilha. Ele molha o esfregão, ele tenta espremê-lo para retirar o excesso de água ao mesmo tempo que anda com ele para a frente e para trás deixando, assim, um rasto de água num raio de 2 metros. Ele esfrega a loiça. Pede para abrir a torneira. Eu abro e ele aproveita para lavar as mãos. Encho o tupperware com água, fecho a torneira e digo que já está. Ele continua naquela vida, compenetrado, concentrado, a aprender a fazer, a experimentar. A molhar-se e a molhar o chão. E eu, depois, reclamo em pensamento que o chão da cozinha está nojento. Mas fui eu que incentivei. Então não reclames. 

Reflexões profundas (ou não) #4 - Redes sociais, nem sei o que diga!

"Tens mais amigos no Facebook do que pensas" foi o assunto do email que o próprio Facebook me enviou. E eu quero responder-lhe: E tu, meu grande bisbilhoteiro, como é que sabes o que eu penso? Sempre disse que esta mer#@ qualquer dia nos lia o pensamento. Estou lixada, esse dia chegou. 
Eu sei que este tipo (o Facebook) está fulo da vida comigo, só porque criei uma página e não aceitei amigos. Só porque lhe ocupo um quarto e não lhe pago renda. Mas tem de aguentar. Não me venha é com conversas de bruxos, mais um pouco e envia-me emails a comunicar-me o meu destino. Eu não quero saber Sr. Sabichão, de ti só quero mesmo saber os números do Euromilhões da próxima semana (não os que vão sair daqui a 90 anos, só mesmo os da próxima semana). Não tendo esta informação para me dar, pára de me incomodar. Se te portares bem, talvez eu crie uma página para este blogue. E aceito amigos e tudo.

domingo, 5 de julho de 2015

Viva a (In)dependência: A primeira noite na casa da avó

É verdade, aconteceu há um mês, foi no início de Junho. Foi a primeira noite em que eu e o pai te deixámos na casa da avó. Fomos jantar fora (a loucura), fomos às festas da nossa terra, conversámos com adultos horas seguidas, bebi 1 Gin (1 e meio, no máximo).
Começámos a noite sozinhos, os dois sentados num restaurante sem posturas incorretas, sem estarmos torcidos para te dar a sopa, para agarrar o copo que está prestes a cair no chão, para apanhar a faca que já caiu. Então, e o que é que fizemos? Vimos fotografias de quando eras muito bebé (agora só és mais ou menos bebé), recordámos os teus primeiros meses, falámos de ti. Que giro, que terapêutico, que emocionante. E até que foi. Foi bom, não nos podemos esquecer que foi a primeira vez, há que ter paciência. No fim conseguimos desligar (q.b.) e descontrair.
Ah, esquecia-me de um pormenor sem grande importância, fui dormir à casa da tua avó. Às 2 da manhã já estava lá com banho tomado e tudo. Às 9h00 já estávamos na praia. Isto foi só o começo, para a próxima só apareço para o pequeno almoço. Estou cada vez mais independente. 

A brincar é que a gente (pequena) se entende #3 - Castelos na areia e mergulhos no mar

Falando agora de ondas reais. Há 15 dias fomos à praia, o pai ensinou-te (leia-se, aprendeu ou reaprendeu) a construir castelos na areia. Ele pediu para que eu escrevesse aqui sobre este momento, e eu escrevo. 
Dá gozo ver-vos sentados na areia a construir castelos, a conversarem sobre coisas simples e vossas, a serem cúmplices, a crescerem juntos. Tu como filho, ele como pai. Ele tem paciência, senta-se no chão e inicia a obra da arte, uma obra de arte para ti, para tu brincares, para tu explorares. Para que possas experimentar a construir as tuas próprias obras.
Enchemos o regador e os baldes de água à beira mar. Deixaste fugir o regador, o pai foi buscá-lo. Saltaste nas ondas até te cansares, ou melhor, não te cansaste, nós é que decidimos que era altura de terminar a estadia na praia.  Correste e deixaste as marcas desses pés pequeninos na areia. Brincámos à apanhada. Eu apanhei-te. Apanho-te sempre, por enquanto.

Hoje voltámos à mesma praia, mas desta vez o pai fez uma piscina só para ti à beira mar, na qual tu brincaste e saltaste. Eu mergulhei-te no mar. Aproximou-se o meio dia, hora de vir embora.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Grandes livros para pequenos leitores #1 - Onda

TÍTULO: ONDA

Quero comprar-te este livro. Faz sentido descobri-lo contigo, faz sentido comprá-lo nesta altura do ano.
Quero ensinar-te como o mar é imenso, misterioso, guardador de riquezas, habitat natural de muitas espécies. É vida. Tem de ser respeitado. Mas só falaremos destas coisas, de maneira mais aprofundada, mais tarde, quando tiveres outro entendimento.
Hoje, quero que corras na areia. Quero que vejas como o mar e o céu se abraçam lá ao fundo. Quero que saltes nas ondas e dês gargalhadas altas. Quero que faças castelos na areia. Quero que vejas os peixes no fundo mar. Quero que percebas porque te agarro quando saltas à beira mar, é perigoso cair. As ondas são divertidas, mas podem ser perigosas, temos de respeitá-las. Quero que ouças e vejas as gaivotas.


É um livro de Susy Lee, da Editora Gatafunho. É um livro profusamente ilustrado, o que permite a cada leitor inventar a sua própria história. Imagino que em contexto de Jardim de infância ou de 1º ciclo se possa inventar uma história coletiva, onde cada criança acrescenta mais um pouco à história final. Julgo que em final de ano letivo seja um livro apelativo, na medida em que algumas crianças começam a ir à praia aos fins de semana e, certamente, se identificarão com algumas imagens. Acho que pode ser utilizado para falar de segurança na praia. Acredito que tudo isto também pode ser realizado em família.
Confesso que gostava de inventar uma história para este livro à beira mar, mas sei que não vais ficar sentado ao meu lado, quieto, a ouvir uma história. Vais querer correr, meter as mãos na areia e a areia na boca. É isso que vais fazer. 

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Adeus meu querido mês de Junho

O mês de Junho é o mês que tem o maior dia do ano. É o mês em que a minha avó foi mãe pela primeira vez. O meu amigo, que foi pai o mês passado, faz anos em Junho e eu dei-lhe os parabéns com dias de atraso (desculpa). É o mês dos Santos Populares. É o mês das festas da minha terra de nascimento, Lisboa, e da terra onde vivo. Gosto de tirar 2 ou 3 dias de férias no mês de Junho. É o mês em que a frequência de idas à praia aumenta. É o mês das sardinhadas. O Verão começa em Junho. O 1º semestre de cada ano termina em Junho. Mesmo sem estarmos de férias já sentimos a descontração desse estado (de férias). Gostamos quando passas devagar. Este ano já passaste.
Adeus meu querido mês de Junho, já deixas saudades.