quarta-feira, 8 de julho de 2015

A criar novas tradições

Estamos a criar novas tradições em família. Gosto da ideia de fazermos algo nosso, algo que nos passará a ser familiar, algo que se tornará uma tradição para nós.
Já começámos a celebrar a passagem de semestre e, à semelhança do que se faz na passagem de ano, pedimos desejos. Na verdade pedimos apenas um desejo que é coletivo, é dos três. O Índio Pirata vai por arrasto porque, para além de querer brincar, andar a laurear a pevide, (em)birrar e desarrumar tudo, não emitiu grande opinião sobre este assunto, mas faz parte da nova tradição.
Não podemos dizer qual é o nosso desejo até se concretizar ou até ao próximo ano, quando celebrarmos novamente a passagem de semestre. Nessa altura, caso não se tenha realizado, refletimos sobre o motivo pelo qual não se realizou e escolhemos se o mantemos ou se o cancelamos, temporária ou definitivamente. Na verdade é um objetivo, algo que achamos que é exequível, apesar de não ser propriamente fácil. Acredito que vamos conseguir, acredito, acredito, acredito!

terça-feira, 7 de julho de 2015

segunda-feira, 6 de julho de 2015

A brincar é que a gente (pequena) se entende #4 - Brincadeiras no lava-loiça

Também pode ser no bidé (esta palavra é tão poética que nem sei como não a uso mais vezes) ou num alguidar.
Os miúdos querem é disto. No outro dia coloquei-o em cima do banco, enfiei-lhe um avental mal amanhado (a palavra amanhado também é bonita), dei-lhe um esfregão para a mão, umas caixas e uns pratos de plástico e colheres e disse-lhe que estava na hora de ele começar a lavar a loiça. Maravilha. Ele molha o esfregão, ele tenta espremê-lo para retirar o excesso de água ao mesmo tempo que anda com ele para a frente e para trás deixando, assim, um rasto de água num raio de 2 metros. Ele esfrega a loiça. Pede para abrir a torneira. Eu abro e ele aproveita para lavar as mãos. Encho o tupperware com água, fecho a torneira e digo que já está. Ele continua naquela vida, compenetrado, concentrado, a aprender a fazer, a experimentar. A molhar-se e a molhar o chão. E eu, depois, reclamo em pensamento que o chão da cozinha está nojento. Mas fui eu que incentivei. Então não reclames. 

Reflexões profundas (ou não) #4 - Redes sociais, nem sei o que diga!

"Tens mais amigos no Facebook do que pensas" foi o assunto do email que o próprio Facebook me enviou. E eu quero responder-lhe: E tu, meu grande bisbilhoteiro, como é que sabes o que eu penso? Sempre disse que esta mer#@ qualquer dia nos lia o pensamento. Estou lixada, esse dia chegou. 
Eu sei que este tipo (o Facebook) está fulo da vida comigo, só porque criei uma página e não aceitei amigos. Só porque lhe ocupo um quarto e não lhe pago renda. Mas tem de aguentar. Não me venha é com conversas de bruxos, mais um pouco e envia-me emails a comunicar-me o meu destino. Eu não quero saber Sr. Sabichão, de ti só quero mesmo saber os números do Euromilhões da próxima semana (não os que vão sair daqui a 90 anos, só mesmo os da próxima semana). Não tendo esta informação para me dar, pára de me incomodar. Se te portares bem, talvez eu crie uma página para este blogue. E aceito amigos e tudo.

domingo, 5 de julho de 2015

Viva a (In)dependência: A primeira noite na casa da avó

É verdade, aconteceu há um mês, foi no início de Junho. Foi a primeira noite em que eu e o pai te deixámos na casa da avó. Fomos jantar fora (a loucura), fomos às festas da nossa terra, conversámos com adultos horas seguidas, bebi 1 Gin (1 e meio, no máximo).
Começámos a noite sozinhos, os dois sentados num restaurante sem posturas incorretas, sem estarmos torcidos para te dar a sopa, para agarrar o copo que está prestes a cair no chão, para apanhar a faca que já caiu. Então, e o que é que fizemos? Vimos fotografias de quando eras muito bebé (agora só és mais ou menos bebé), recordámos os teus primeiros meses, falámos de ti. Que giro, que terapêutico, que emocionante. E até que foi. Foi bom, não nos podemos esquecer que foi a primeira vez, há que ter paciência. No fim conseguimos desligar (q.b.) e descontrair.
Ah, esquecia-me de um pormenor sem grande importância, fui dormir à casa da tua avó. Às 2 da manhã já estava lá com banho tomado e tudo. Às 9h00 já estávamos na praia. Isto foi só o começo, para a próxima só apareço para o pequeno almoço. Estou cada vez mais independente. 

A brincar é que a gente (pequena) se entende #3 - Castelos na areia e mergulhos no mar

Falando agora de ondas reais. Há 15 dias fomos à praia, o pai ensinou-te (leia-se, aprendeu ou reaprendeu) a construir castelos na areia. Ele pediu para que eu escrevesse aqui sobre este momento, e eu escrevo. 
Dá gozo ver-vos sentados na areia a construir castelos, a conversarem sobre coisas simples e vossas, a serem cúmplices, a crescerem juntos. Tu como filho, ele como pai. Ele tem paciência, senta-se no chão e inicia a obra da arte, uma obra de arte para ti, para tu brincares, para tu explorares. Para que possas experimentar a construir as tuas próprias obras.
Enchemos o regador e os baldes de água à beira mar. Deixaste fugir o regador, o pai foi buscá-lo. Saltaste nas ondas até te cansares, ou melhor, não te cansaste, nós é que decidimos que era altura de terminar a estadia na praia.  Correste e deixaste as marcas desses pés pequeninos na areia. Brincámos à apanhada. Eu apanhei-te. Apanho-te sempre, por enquanto.

Hoje voltámos à mesma praia, mas desta vez o pai fez uma piscina só para ti à beira mar, na qual tu brincaste e saltaste. Eu mergulhei-te no mar. Aproximou-se o meio dia, hora de vir embora.