sábado, 18 de julho de 2015

Reflexões profundas (ou não) #6 - Marcação de território

São só os gatos que marcam território? Tenho a dizer que, desconfio, está a ocorrer uma regressão ou uma mutação na espécie humana, é que o meu filho fez o mesmo lá em casa. Sofá, móvel e chão da sala já estão marcados.

Reflexões profundas (ou não) #5 - Mãe tecnológica, mas pouco

Descobri como colocar "Etiquetas" no blogue, já estava prestes a desistir. Consegui colocar uma descrição acerca do blogue, a verdade é que é mais 1 entre os 500 000 que por aí andam, mas lá escrevi qualquer coisa. Inseri as mensagens mais populares do blogue, só que neste ponto há um problema. Eu seleciono 4 mensagens e aparecem sempre 10. É um bocado ridículo, tenho quase o mesmo número de "mensagens mais lidas" e mensagens publicadas. Mas acho que sei qual é o problema, estas 10 mensagens que aparecem devem ter sido lidas umas 7 ou 8 vezes, o mesmo número de pessoas a quem eu falei disto - estão empatadas, logo aparecem todas. Isto leva-me à brilhante conclusão que houve algum dos 8 que não leu as restantes. Quem é que não leu? Acuse-se. Ou talvez não, é que se todos lêem todas as mensagens, aparecem-me todas nas mais lidas e isso seria mesmo muito ridículo.
Agora só falta colocar aquele botão que serve para pesquisar coisas nos blogues, tipo motor de busca. Eu vejo isto noutros blogues e acho que é útil, mas onde é que arranjo uma coisa dessas? No supermercado? Na loja do Chinês mais próxima? Na farmácia?
Bem, só posso concluir que das duas uma: ou a configuração desta coisa não é assim tão intuitiva; ou eu não tenho intuição nenhuma para a coisa. De certeza que é a primeira.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Barómetro de crescimento #3

O NÃO e o desenvolvimento da linguagem.
Se por um lado, o desenvolvimento da linguagem acontece em simultâneo com o teu crescimento, por outro, o NÃO é um barómetro perfeito desse desenvolvimento - constróis mais frases, mas sempre com o NÃO a reboque. 
Tal como já escrevi antes, começaste com o NÃO, seguiu-se o NÃO QUERO e atualmente utilizas frequentemente o AGORA NÃO QUERO. Como podes constatar, já constróis pequenas frases. Até aqui tudo bem, é normal que assim seja. O problema é utilizares o NÃO exageradamente e eu não saber muito bem o motivo pelo qual isso acontece. A exposição precoce das crianças a uma diversidade linguística é favorável à aquisição da linguagem e eu só me pergunto se terás ouvido assim tantas vezes a palavra NÃO para, agora, a utilizares com tanta frequência.
O pai já te desafiou com algumas variantes, tais como, AINDA NÃO QUERO ou JÁ NÃO QUERO! Eu, só consigo desafiar-te com um antónimo dessa terrível palavrinha, o SIM.
Filho, SIM é uma palavra tão bonita, tão singela e tão positiva.

Lê:
Simples começa por sim.
Entre sim e som só há uma pequena diferença.
Simpatia também começa assim.
Queremos a abolição do não, dás licença?

Para que isto não se torne um  frenesim,
esperamos que faças disto uma crença,
podes alcançar muitas coisas se usares mais o SIM. Sim!?
É que já estou a perder a paciência.

Neste pequeno texto temos 7 vezes o som SIM e 1 vez a palavra NÃO. Vou ler-te este texto todas as noites até interiorizares o SIM e o seu valioso significado. Se ainda assim não acrescentares esta palavrinha ao teu rico vocabulário, ficas de castigo, não sais de casa até escreveres 50 vezes a palavra SIM. Ai ainda não sabes escrever!? Estou tramada.

Deixa-me lá então analisar a quantidade de vezes que utilizo o NÃO, só para avaliar se a culpa é minha. Não tires os livros da prateleira; Não ligues as máquinas; Não mexas no piaçaba; Não atires isso para o chão; Não desarrumes isso; Não é preciso chorar; Não comas areia; Não comas a plasticina; Não comas o creme; Não bebas a água do banho; Não se bate... Bem, talvez estejas mesmo exposto muitas vezes à palavra NÃO. Vamos lá mudar o rumo disto.

Exemplo de alternativas às frases negativas:
- Não tires os livros da prateleira - Filho, esses livros são da mãe, se quiseres podes ler os teus que estão naquela prateleira.
- Não bebas a água do banho - Filho, tens sede? Se responderes que sim: Oh Pai da casa, traz a água do Pirata.
- Não comas o creme - Tira o creme da boca.
- Não mexas no piaçaba - Não mexas no piaçaba, que isso é uma grande porcaria. Para esta não há alternativa, é NÃO e ponto final. Aviso já que digo piaçá, só estou a escrever piaçaba para me armar... em parva.

Isto cansa-me, mas chego lá. Espero que tu também.

terça-feira, 14 de julho de 2015

Foi assim que aconteceu #2 - Ele e ela na festa de aniversário

ELE E ELA NA FESTA DE ANIVERSÁRIO

Há dois anos fomos ao 2º aniversário do filho do padrinho do meu filho. O meu filho foi na barriga e a minha sobrinha pela mão. Eu escrevi:
"Filho, tenho andado afastada da escrita. Não por falta de inspiração - tu és uma fonte inesgotável - ou motivação. Aconteceram coisas menos boas na vida de duas pessoas que amamos muito, por isso não tenho vontade de escrever. Já te expliquei a situação e acho que compreendeste. 
No passado dia 7 de Julho fomos ao aniversário do filho do teu padrinho com a prima. Brincámos muito, jogámos à bola, ela andou de triciclo, cantámos os parabéns e comemos bolo - esta é sempre uma parte que eu e a tua prima adoramos. Divertimo-nos muito, sempre contigo a reboque. Se não gostaste, desculpa, mas, por enquanto, não tens alternativa."

No sábado passado fomos ao 4º aniversário do filho mais velho do padrinho do meu filho e ao 1º aniversário do mais novo. Desta vez, os dois pela mão - o meu filho e a minha sobrinha. Dois anos passados e tudo mudou. Para melhor.
Foi uma festa que começou às 10h e terminou às 22h, foi um dia em cheio. Nenhum deles queria deixar a festa. Começaram por saltar e correr nos insufláveis, passaram por mergulhos na piscina antes do almoço. Depois da digestão feita voltaram à piscina. O Pirata sempre aos pulos e aos gritos de alegria, com braçadeiras e comigo a agarrá-lo. Ela, a mergulhar e a fazer cambalhotas (ou tentativas), feliz da vida, a dizer que queria voltar sempre que fizessem festas naquele sítio. Os dois felizes, tão felizes. A vida podia ser sempre assim: nós, os dois adultos, rodeados de outros adultos, de crianças (as nossas e as dos outros), com brincadeiras e petiscos.
As brincadeiras dentro de casa também foram muitas. O cavalo de baloiço foi a atração. As brincadeiras dela com os outros, como é sociável esta miúda, como tem uma capacidade de adaptação enorme. As brincadeiras dele, algumas individuais, outras no meio dos mais crescidos. As pinturas em conjunto. O faz de conta próprio da idade dela e o egocentrismo próprio da idade dele. A chegada das gémeas da idade dele. Foi tão bom revê-las, gosto muito da mãe delas. Tudo correu bem. E eu só desejo que eles criem laços ainda mais fortes, que partilhem muitas experiências, que construam histórias a dois, que sejam amigos para a vida.
Os aniversariantes: O mais velho, crescido, e concentrado nas atividades próprias da idade e nas prendas que lhe foram oferendo ao longo do dia, feliz por fazer anos. O mais novo, sempre feliz, a gatinhar e a levantar-se, a tentar perceber o que se estava ali a passar e com um sorriso contagiante.
Foi um dia muito especial. Parabéns aos dois e obrigada pelo convite.

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Foi assim que aconteceu #1 - 7 anos

O NOSSO ANIVERSÁRIO!

O tópico "Foi assim que aconteceu" incluirá os textos escritos antes de o blogue nascer. Servirá para relatar acontecimentos passados e fazer a ponte com acontecimentos presentes.

Há 2 anos escrevi:
"Hoje comemoramos um acontecimento especial. Faz hoje 5 anos que eu e o pai iniciámos o caminho que nos trouxe até aqui. Um caminho cheio de coisas boas e desafios que nos permitiu decidir ter um filho. É por termos percorrido este caminho juntos, com os altos e baixos normais de uma caminhada a dois, que te esperamos, meu amor.
Começámos a namorar no dia 13 de Julho de 2008. Para ser mais exata, o teu pai não me pediu em namoro (estou à espera até hoje), mas sinto-me comprometida com ele. Agora ainda mais, na medida em que temos um objetivo comum para toda a vida: a tua felicidade!"

Hoje:
Faz 7 anos que iniciámos o nosso caminho, sem certezas do que o futuro nos reservava, sem planos a dois porque era apenas o início, sem pressas. Fizemos tudo ao ritmo do nosso tempo, do nosso desejo e de acordo com o que o nosso coração nos foi dizendo. Hoje, sabemos que o futuro nos reservou, pelo menos, 1 filho. Tu, meu amor, fruto de nós, nasceste deste caminho a dois que teve início há 7 anos. Teve início em terra firme, próximo do mar e iluminado pelas estrelas da noite. Quanto vale este amor, agora com um filho!? É impossível quantificar.
Venham 7 x 7 anos e mais qualquer coisa. Eu quero continuar a ser namorada, amiga e companheira do teu pai. Quero continuar a refilar com ele. Quero que ele diga para eu parar quando estiver a esticar a corda. Quero continuar a dizer-lhe para ele parar quando estiver a ultrapassar limites. Quero continuar neste caminho com ele. Quero continuar a ser tua mãe com ele ao meu lado. Quero mais sintonia entre nós. Quero que sejamos felizes. Quero que sejamos família. Parabéns pelo 7º aniversário!

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Utopia #2

Quando era mais nova imaginava que quando fosse mãe queria continuar a trabalhar, queria continuar a ter a minha rotina laboral, queria continuar a ser uma pessoa ativa que acumulava cursos aqui e acolá. Sem grandes reflexões, achava que isso era resultado da evolução da sociedade em que a mulher tem um papel ativo. Era assim que eu pensava.
Agora, para mim, uma mãe deixar o seu bebé com 4 ou 5 meses entregue a terceiros não é sinal de evolução. Pais e filhos não poderem estar juntos ao final do dia, envolvidos em brincadeiras, sentados numa esplanada, jogarem à bola ou à macaca ou não jantarem juntos, não é sinal de evolução. As pessoas viverem com medo, passando, por isso, o emprego para 1º plano nas suas vidas, não é evolução. Os pais renderem-se - um entrar em ação quando o outro sai para trabalhar - não é evolução. Vivermos com necessidades impostas por nós, com vontade de ter isto ou aquilo porque metemos na cabeça que ter isto ou aquilo é que é importante, não é evolução. Sinto-me a ir na maré da maioria, mas contra a minha maré, contra a minha natureza, contra àquilo que digo que valorizo. Dizer não basta, tenho de fazer. Já faço muito daquilo que valorizo, mas quero fazer mais.
Fiquei desempregada e decidi engravidar (não decidi sozinha) nessa altura. Fui mãe no desemprego e desejei poder ficar com o meu filho até ele ter, pelo menos, 1 ano; nos meus sonhos, até ele ter 2 anos. Quando ele tinha 8 meses e pouco comecei a fazer uns trabalhos em part-time que foram ocupando cada vez mais tempo. Esses trabalhos começaram a escassear e eu voltei a receber o subsídio de desemprego subsequente, que terminaria em breve.
Por fim, arranjei trabalho a tempo inteiro quando o meu filho tinha 13 meses. Recomecei a rotina laboral receosa, no entanto, consciente de que tinha o privilégio de trabalhar perto de casa, sem perder horas em transportes. E assim tem sido, até agora. Vou buscá-lo cedo, vou com ele ao parque e à mercearia perto de casa, às vezes vamos os três à esplanada. Temos sorte ou queremos muito que assim seja, não sei.
No entanto, tenho o desejo de poder acompanhar mais o crescimento do meu filho, ter mais tempo para organizar a casa, para fazer mais coisas com o, ainda, bebé, ter mais disponibilidade para mim, para ele, para a família - para aumentar a família, quem sabe. Desejo passar as férias grandes, e as pequenas, em família. Desejo continuar a não falhar uma consulta do meu filho - a última vez que esteve doente foi a avó que o levou ao médico e isso custou-me, não quero habituar-me a isso. Não pensei que desejaria isto com tanta intensidade, mas desejo.
Não me vejo sem ter uma atividade só minha, mas gostava de ter outra disponibilidade para fazer o que gosto e para estar com quem gosto. Penso que passo pouco tempo com a minha sobrinha e no muito que estou a perder. No meio destes pensamentos desço à terra e olho para os factos com a razão, mas o desejo está lá. Uma vez disseram-me que era obstinada. Eu não tinha consciência disso, na verdade, acho que comecei a sê-lo nesse momento, por isso, se este desejo se mantiver ou crescer, algo tem de mudar.