Como é que eu explico a um miúdo de 2 anos que a versão original do José Barata Moura é "Olha a bola Manel" e não "Olha a bola Mateus"? Eu adaptei a versão original à realidade lá de casa, cantava-lhe esta última versão quando ele era bebé. Agora é ele que a canta... Resta-me esperar que ele descubra sozinho e que me processe se achar que é caso para isso.
quarta-feira, 18 de novembro de 2015
terça-feira, 17 de novembro de 2015
No "quintal" da tua antiga casa
Vivias em Lisboa quando decidiste regressar ao teu país. Nunca senti que fosse uma escolha tua, uma vontade sentida. Senti-te muitas vezes com saudades dos teus, mas não me lembro de ver aquele brilhozinho nos olhos quando falavas em regressar. Acho que foi o facto de termos ficado desempregadas, a falta de oportunidades e a desesperança que ditaram o teu regresso. O vosso regresso. Tenho pena. Já não estavas cá quando o meu filho nasceu, logo tu que torceste tanto para que eu tivesse um bebé. Disseste-me muitas vezes, muito antes de eu decidir ser mãe, que devia ter um filho logo, que seria uma excelente mãe e que adoraria a experiência. Não te enganaste. Adoro ser mãe. Sempre te admirei, mas foi precisamente no papel de mãe que a minha admiração por ti despoletou. Hoje, queria ter-te mais perto, convidar-te para um almoço, ver-te chegar a um qualquer café de Lisboa, falar sobre os miúdos (os teus e o meu). Hoje, queria coisas simples, mas impossíveis, pelo menos para já.
Vivias perto da Gulbenkian, costumavas dizer que aquele Jardim era o quintal da tua casa. Que privilégio ter aquele quintal. Que privilégio estar a 5 minutos a pé daquela paz e poder usufruir daquela natureza. Era o teu quintal, eu fui lá no Sábado passado e lembrei-me de ti; eu e o meu filho, só os dois; fomos almoçar ao vegetariano que me apresentaste, lembras-te? E depois, andámos por lá a passear e a traquinar. Ele, para além da longa caminhada que o fez dormir uma sesta de 4 horas, fez das suas: Disse-lhe baixinho que queria ir à casa de banho, intenção esta que ele replicou em alta voz, de forma aldrabada, quando passámos por dois polícias: "a mamã quer fazer cocó"; olhámos para a escultura de Apolo e ele perguntou, com o dedo em riste, "o que é aquilo" e concluiu em voz alta que "aquilo" é a pilinha - ora que porra, se sabia porque é que perguntou; andou por lá aos pontapés a uma bola, numa das vezes aquele círculo perfeito que rebola foi travado por um "montinho" de dejetos (não sei se de cão, se de gato, se de quê); tentei fingir que aquela bola não era nossa, que tinha fugido, que o cão a tinha levado, mas ele quis a bola; o raio da bola, depois de "higienizada" com toalhitas, voltou connosco; molhou a camisola num chafariz; não se atirou para dentro de nenhum lago por sorte; mas apanhou e atirou pedrinhas com entusiasmo e com um sorriso nos olhos. Ele sim, com aquele brilhozinho nos olhos que não vi em ti quando partiste de cá. Espero que já o tenhas recuperado.
Hoje, partilho isto contigo, desta forma, porque não to consigo dizer pessoalmente na área da restauração das Twin Towers (Sete Rios) à hora de almoço... Lembras-te? Eu, tu e elas! Hoje, partilho isto contigo, desta forma, porque, como canta Sérgio Godinho, "há uns anos fiz um amigo e coisa mais preciosa no mundo não há". Saudades de ti.
Hoje, partilho isto contigo, desta forma, porque não to consigo dizer pessoalmente na área da restauração das Twin Towers (Sete Rios) à hora de almoço... Lembras-te? Eu, tu e elas! Hoje, partilho isto contigo, desta forma, porque, como canta Sérgio Godinho, "há uns anos fiz um amigo e coisa mais preciosa no mundo não há". Saudades de ti.
quinta-feira, 12 de novembro de 2015
Nos últimos dias...
Terminámos a semana passada com uma ida ao parque. Começámos o fim de semana passado com uma ida à Quinta. Iniciámos a semana com uma gripe. Terminamos esta semana com vontade de aproveitar o bom tempo que se faz sentir. Chamam-lhe o Verão de S. Martinho.
Dizes muitas coisas, as tuas frases são mais completas. Argumentas. Defendes-te das acusações. Pedes "escupa" com o charme que te caracteriza e eu tento ser firme e resistir. Continuas a não conseguir verbalizar as frustrações, por isso a tua mão salta para a frente com muita facilidade quando as coisas não correm como esperas, no entanto, por vezes, consigo intervir a tempo, de maneira a perguntar-te se estás chateado, de maneira a que me digas com palavras o que te chateia. Quando te estou a vestir e te chateias, levantas a mão na minha direção. Agarro-a, olho-te nos olhos e digo que não, digo que isso não se faz. Tu evitas olhar-me nos olhos, reconheces que fazes mal e pedes-me desculpa. Eu digo que estou chateada contigo, mantenho um ar sério e continuo a vestir-te. Só depois de terminar o que tenho a fazer é que volto a conversar contigo. Tu , entretanto, olhas-me com atenção, tentas meter conversa comigo, falas de outras coisas. Eu resisto e no final arremato com "agora já está, não era necessário ter-me zangado contigo, sabes que a mãe tinha mesmo de te vestir, não sabes?". Eu desculpo-te, fazemos as pazes. Acho que percebes a mensagem. Às vezes verbalizo: Não gosto do que tu fizeste, mas gosto de ti.
Quando me zango contigo de manhã dizes que queres a Carmo. Espertalhão. Ela foi contigo ao parque, puxaste um brinquedo das mãos de uma amiga até consegui-lo, até magoá-la. Perguntei-te o que tinha acontecido, respondeste que fizeste mal e que a menina estava a chorar. Pedi-te para lhe pedires desculpa e para lhe dares um beijinho quando a encontrasses. Não sei se te vais lembrar, acho que isto tem de ser feito na hora.
Continuas a não ser muito adepto de beijinhos, mas, com jeito e paciência, já vais dando beijos e abraços. Às vezes, não muitas, dizes "Olá" a desconhecidos, eles olham-te, cumprimentam-te e sorriem.
Quando me zango contigo de manhã dizes que queres a Carmo. Espertalhão. Ela foi contigo ao parque, puxaste um brinquedo das mãos de uma amiga até consegui-lo, até magoá-la. Perguntei-te o que tinha acontecido, respondeste que fizeste mal e que a menina estava a chorar. Pedi-te para lhe pedires desculpa e para lhe dares um beijinho quando a encontrasses. Não sei se te vais lembrar, acho que isto tem de ser feito na hora.
Continuas a não ser muito adepto de beijinhos, mas, com jeito e paciência, já vais dando beijos e abraços. Às vezes, não muitas, dizes "Olá" a desconhecidos, eles olham-te, cumprimentam-te e sorriem.
Na visita à quinta tirámos algumas fotografias. Ao olhar para elas no visor do telemóvel reparei que cresceste muito. Eu, que até acho que aproveito bem o tempo contigo e que te acompanho, de repente achei que tinha perdido alguma coisa. Do Verão até agora tiveste um pico de crescimento, pelo menos para mim.
Na quarta feira subimos a Avenida grande da nossa terra a pé. Corrias, escondias-te, aparecias e corrias na minha direção. Eu baixava-me e recebia-te de braços abertos.
Tu seduzes-nos com o teu sorriso, com o brilho do teu olhar vivo e com o teu ar traquina. Nós não te resistimos. Quando não acordas sozinho, acordamos-te com beijinhos, festas e olhares apaixonados. Continuamos apaixonados por ti, a verdade é essa. Acho que todos os pais sentem isto (ou quase todos). E ainda bem.
Fim de semana estamos a caminho e queremos aproveitar-te. Sol mantém-te por cá.
Tu seduzes-nos com o teu sorriso, com o brilho do teu olhar vivo e com o teu ar traquina. Nós não te resistimos. Quando não acordas sozinho, acordamos-te com beijinhos, festas e olhares apaixonados. Continuamos apaixonados por ti, a verdade é essa. Acho que todos os pais sentem isto (ou quase todos). E ainda bem.
Fim de semana estamos a caminho e queremos aproveitar-te. Sol mantém-te por cá.
sexta-feira, 6 de novembro de 2015
Olá Novembro de 2015
Dá-me hipótese de apanhar folhas e bolotas. De fazer pinturas e colagens. De beber chá quente e sorrir. De andar à chuva de mão dada com o meu filho. De curar a gripe. De serenar. De ir à escola. De brincar. De brindar. De ir ao cinema. De contemplar a natureza de coração cheio. De preparar Dezembro. De ser Feliz.
Créditos de imagem: M.O.D
quinta-feira, 5 de novembro de 2015
Adeus meu "querido" mês de Outubro
Tu, Outubro, sabes bem que não és um mês querido. Este ano não foi diferente, no entanto, não te dou assim tanta importância desde que o meu filho nasceu. Valores mais altos se levantam, já sabes.
Comemorei o Halloween de forma muito simples, com um filho mascarado, num almoço com um grupo de amigos, organizado para o efeito. Ele correu, brincou e embirrou. Podia ser um almoço por outro motivo qualquer, mas havendo uma comemoração no calendário, aproveitá-mo-la.
Levámos 3 folhas grandes de papel e colá-mo-las na parede do restaurante. Os miúdos desenharam, pintaram e riscaram - dependendo da idade, já se sabe, cada um fez o que quis e o que foi capaz. Levámos brinquedos, uma mesa e cadeiras à medida dos petizes. Conclusões óbvias:
Levámos 3 folhas grandes de papel e colá-mo-las na parede do restaurante. Os miúdos desenharam, pintaram e riscaram - dependendo da idade, já se sabe, cada um fez o que quis e o que foi capaz. Levámos brinquedos, uma mesa e cadeiras à medida dos petizes. Conclusões óbvias:
- Todos querem o mesmo brinquedo, à mesma hora. É matemático.
- As miúdas querem sempre o prato cor de rosa, em havendo só um, é preferível escondê-lo.
- O carro que está na mão do vizinho é sempre melhor do que o meu. O objetivo da brincadeira é conseguir tirar os brinquedos que os outros têm na mão. E, eventualmente, evitar que me tirem o que tenho na minha.
- Se me tiram um brinquedo da mão/se quiserem o mesmo que eu, ofereço uma chapada. Ou choro. Ou grito. Ou esperneio. Vale tudo.
- É impossível almoçar calmamente, pelo menos os pais dos miúdos que têm entre 2 e 4 anos.
- É impossível manter uma conversa com uma duração superior a dois minutos.
- E combinar um almoço para os miúdos sem os miúdos!? Hã!? Boa ideia. Estou a brincar... Ou não. Nunca se saberá.
- Todos as crianças fazem traquinices - que inteligente que eu sou, ainda me arrisco a receber algum prémio por este desabafo... é óbvio, é apenas para relembrar este facto a mim mesma - e ainda bem.
- É impossível almoçar calmamente, pelo menos os pais dos miúdos que têm entre 2 e 4 anos.
- É impossível manter uma conversa com uma duração superior a dois minutos.
- E combinar um almoço para os miúdos sem os miúdos!? Hã!? Boa ideia. Estou a brincar... Ou não. Nunca se saberá.
- Todos as crianças fazem traquinices - que inteligente que eu sou, ainda me arrisco a receber algum prémio por este desabafo... é óbvio, é apenas para relembrar este facto a mim mesma - e ainda bem.
Há quem chame ao dia 31 de Outubro o Dia das Bruxas. Concordo. Ou melhor, não concordo. Todo os dias do mês de Outubro foram dias de bruxas. No creo en brujas, pero que las hay, las hay!
Devem haver outras coisas para dizer em relação a Outubro de 2015, mas tenho pressa em despedir-me dele. Adeus Outubro, "baza".
Devem haver outras coisas para dizer em relação a Outubro de 2015, mas tenho pressa em despedir-me dele. Adeus Outubro, "baza".
segunda-feira, 2 de novembro de 2015
Projeto 12: Um pequeno (pequeníssimo) contributo para um mundo melhor, todos os meses, de Outubro 15 a Setembro 16
Filho, no seguimento da carta que escrevi por ocasião do teu 2º aniversário, decidi que quero, para já, realizar 12 pequenas ações que marquem a diferença até completares 3 anos de vida. Não serão grandes feitos, serão apenas pequenas atitudes que, espero, se tornem um exemplo para ti. São valores que quero transmitir pelo exemplo. E o exemplo começa agora. São pequenas decisões que podem marcar a diferença na nossa forma de estar na vida perante determinadas situações. São escolhas. São pequenas coisas que não fazemos com a regularidade que podíamos e/ou devíamos, porque, simplesmente, não refletimos sobre elas. São pequenas partes do mundo que quero mudar/melhorar.
A pequena ação do mês de Outubro foi muito simples. No dia do teu aniversário ofereceram-te dois brinquedos iguais. Numa situação normal, pegaríamos num deles, com o respetivo talão de compra, e rumaríamos à loja para trocá-lo. Preferimos não fazê-lo. Conversei com o pai e sugeri que oferecêssemos aquele presente a uma criança que não recebe brinquedos com a mesma regularidade com que tu recebes. Ele concordou. Àquele presente juntou-se um outro que, não sendo repetido, é muito semelhante a um que já tens. Vamos oferecer 2 presentes que não tiveram qualquer custo para nós, agimos apenas de forma diferente do habitual. Inicialmente, até ponderei trocar aquele brinquedo por um puzzle, mas quando quiser e puder compro-te um. Para ti, filho, mais um brinquedo ou menos um brinquedo não fará diferença, para outra criança, certamente, fará.
O título deste pequeno projeto pessoal é inspirado no título de um projeto de fotografia - cujo objetivo é fotografar os filhos, uma vez por semana, todas as semanas durante um ano. Talvez, daqui a algum tempo, eu consiga realizar uma pequena ação todas as semanas; talvez eu consiga "fotografar" uma pequena ação todas as semanas. Por agora, vamos tentar "fotografar" uma pequena ação todos os meses e, se possível, envolver-te.
É claro que tenho em consideração que tens apenas 2 anos. O teu entendimento em relação a determinadas coisas é, por enquanto, limitado. Não pretendo realçar as coisas menos boas que o nosso mundo contém, tu terás tempo para descobri-las. Pretendo, pelo contrário, dizer-te que há muitas coisas boas e podem existir muitas mais - imagina que muitos começam a fazer 12 pequenas ações (alguns já fazem muito mais). A verdade é que quero um mundo melhor para ti. Acredito que tudo pode ser melhor, depende de cada um de nós. É só isto que quero transmitir-te.
Créditos de imagem: Wishªcolor
O título deste pequeno projeto pessoal é inspirado no título de um projeto de fotografia - cujo objetivo é fotografar os filhos, uma vez por semana, todas as semanas durante um ano. Talvez, daqui a algum tempo, eu consiga realizar uma pequena ação todas as semanas; talvez eu consiga "fotografar" uma pequena ação todas as semanas. Por agora, vamos tentar "fotografar" uma pequena ação todos os meses e, se possível, envolver-te.
É claro que tenho em consideração que tens apenas 2 anos. O teu entendimento em relação a determinadas coisas é, por enquanto, limitado. Não pretendo realçar as coisas menos boas que o nosso mundo contém, tu terás tempo para descobri-las. Pretendo, pelo contrário, dizer-te que há muitas coisas boas e podem existir muitas mais - imagina que muitos começam a fazer 12 pequenas ações (alguns já fazem muito mais). A verdade é que quero um mundo melhor para ti. Acredito que tudo pode ser melhor, depende de cada um de nós. É só isto que quero transmitir-te.
Créditos de imagem: Wishªcolor
Desejo, com todo o meu amor, um mundo melhor para ti. Desejo, simplesmente, um lugar melhor para nós (todos).
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