terça-feira, 15 de novembro de 2016

Desejo de fim de ano: Calendário do advento

Este ano quero fazer o calendário do advento. Nunca fiz. Não quero fazer por obrigação, só porque defini que tenho de fazer uma coisa por dia... talvez altere o calendário de diário para semanal: todas as semanas uma coisa interessante para todos; uma contagem decrescente semanal.
Algumas coisas que gostava de fazer: 
Fazer um bolo com a prima;
Doar brinquedos (desejo muito isto, já ele...);
Escolher um jogo para a noite de Natal (jogo da cadeira? Construir um puzzle personalizado com a fotografia de todos...);
Comprar um livro de Natal (um, dois...)
Ir ao Teatro, a um concerto ou assistir a um espetáculo de Natal;
Ir à Serra da Estrela e fazer um boneco de neve (era tão bom, talvez para o ano). 



Mas por que raio não encontro calendários semanais? Estou intrigada com isto.

domingo, 13 de novembro de 2016

A brincar é que a gente (pequena) se entende #15 - Quando eu era pequenina...

Jogava ao berlinde,

Imagem retirada daqui
à macaca,
Imagem retirada daqui
ao jogo do eixo,

Imagem retirada daqui
saltava à corda,

Imagem retirada daqui
jogava ao pião,
Imagem retirada daqui

jogava ao elástico, aos polícias e ladrões (queria ser sempre ladrão), ao jogo da cadeira, brincava ao "não pisar a areia" - saltávamos das árvores para as estruturas dos baloiços, destas para os muros, sempre sem poder pôr um pé no chão; de quando em vez lá havia uma queda... E agora lembrei-me que, não seguindo bem esta linha de jogos tradicionais, também havia o jogo do bate pé (já sei, todos vós bateram muito o pé, não foi? Pois, eu também). Voltando aos jogos tradicionais, acho que vou iniciar o miúdo nestas andanças (não nas andanças do jogo do bate pé; ele não precisa de incentivo, acho que já nasceu a bater o pé). 

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Grandes livros para pequenos leitores #18 - Medo do Quê?

Todos temos medos, uns mais do que outros, uns lidam melhor com o medo do que outros. Eu tenho alguns, se bem que não é habitual serem impedimento para eu avançar. Penso neles, não finjo que não os sinto (aprendi há algum tempo que não vale a pena fazê-lo), mas não deixo que me condicionem. Aqui, "verbalizei" um dos meus medos. Escrevi aqui (com alguma ironia) sobre um dos medos que o meu filho tem. No texto "O mundo ao contrário" referi o medo que sinto quando o mundo lhe grita o contrário do que procuro transmitir-lhe todos os dias. E aqui falei do mundo que não sou capaz de lhe explicar. Se acrescentar o resultado das eleições de anteontem nos Estados Unidos e o que dele (do resultado) me assusta - a força que deram ao eleito, os que nele votaram e respetivos motivos, as (não) ideias, os preconceitos e os enredos - faz todo o sentido procurar inspiração neste livro. Este livro fala connosco, questiona-nos sobre os medos que sentimos e mostra-nos o bem que deles pode advir (ainda não consegui encontrar o lado positivo do resultado das eleições, desculpem; sou otimista, mas ainda tenho muito para aprender; como diria a tia do miúdo, estamos tram(p)ados).

Filho, tens medo do desconhecido?
Filho, tens medo do escuro?
Filho, tens medo da tempestade (no último parágrafo deste texto)?
Filho, tens medo de ser pequeno (a propósito de me dizeres que queres ser grande)?
...
Filho, tens medo do quê?


O livro diz-nos: o desconhecido é um mundo por explorar; no escuro nascem as estrelas; as tempestades revelam o teu porto de abrigo; ainda és pequeno, mas o importante é que tenhas um coração grande.
Queres ir à procura do lado bom do medo comigo? Sim, meu amor, eu também preciso de encontrá-lo. Vamos os dois!?

É um livro de Rodrigo Abril de Abreu, de 22 de Setembro de 2016, da Editorial Presença. 

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Reflexões profundas (ou não) #27 - Prendas de Natal!? Vocês não têm mais nada para fazer?

Começou a alienação das compras de Natal: "quero aproveitar a promoção xpto", "não quero deixar para Dezembro", "posso comprar um carro telecomandado?", "vou comprar o quartel do mickey".
Tenho a dizer-vos que ele só desembrulhou a prenda que lhe oferecemos no aniversário a semana passada. Que ainda tem duas prendas de aniversário, escondidas no roupeiro, para desembrulhar. Que ainda há muitos brinquedos lá em casa com ordem de despejo antes de outros entrarem. Que, como disse uma amiga minha, não queremos um mar de plástico no quarto do miúdo. Que era bem mais interessante juntarem-se e comprarem uma só prenda, uma que ele quisesse mesmo. Que podiam muito bem oferecer-nos bilhetes para o Cirque Du Soleil (eu sei que não estão a pensar em comprar prendas para nós, mas tinha de tentar); são caros para o nosso orçamento, mas, dizem, vale a pena (pode ser só uma ajuda, claro). É uma experiência que fica, ainda que ele tenha apenas 3 anos - eu e o pai já temos 40...

Também ficamos muito felizes com experiências como esta. E valorizamos isto... E se combinássemos um passeio de Natal? 

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Adeus meu querido mês de Outubro e olá Novembro de 2016

Este é um texto 2 em 1: despeço-me de Outubro e cumprimento Novembro de uma só vez. Os últimos dias de um e os primeiros de outro foram complicados: o pai ausente, cansaço acumulado, desorganização (custa-me o pai estar ausente, mas a desorganização é que me descontrola), muitas discussões, menos tempo de qualidade com ele. Ele a ressentir-se com isso e a manifestar-se. Eu com níveis de frustração muito elevados (não é habitual). A cereja no topo do bolo: chegar a casa depois de um dia de trabalho com ele pela mão e muito cansado (depois de muitos dias turbulentos), convincente de que naquele dia tudo correria bem, faríamos tudo com calma, jantaríamos, brincaríamos, ele adormeceria cedo e tranquilo, eu teria tempo para fazer tudo com tranquilidade... quando chegámos não tínhamos água. Reorganizar tudo, regressar a casa da avó para banhos e jantares, voltar a casa para dormir e uma noite difícil. Já é a terceira vez que, estando ele muito cansado, acorda a chorar, aos gritos. Mantém-se assim durante 10/15 minutos. Acho que não acorda, mas nada o consola. O Sábado de manhã foi complicado, mas o fim de semana acabou bem.
Os dias estão mais pequenos, mas já decidimos que mesmo assim passaremos no parque de vez em quando. Temos passado os fins de semanas em casa, mas ele tem brincado muito (eu estou a precisar de sair). A semana passada não tinha nada em casa, até o leite acabou, mas fiz compras online no sábado e fizeram a entrega no domingo. Preparei o prato do almoço de sábado para ele com todo o cuidado e entornei-o; sorte a nossa, havia mais na panela. O chão de casa estava nojento, mas entre a lavagem dos quartos durante o dia de ontem, a lavagem do hall hoje às 3h30 da manhã (deu-me para isto quando o pus a fazer chichi) e a cozinha hoje de manhã, ficou bem melhor. A máquina de secar avariou, mas consegui aproveitar o sol de domingo, secar a roupa e orientá-la, de maneira a evitar pegar no ferro todos os dias de manhã à pressa. Tem chovido muito, mas já compramos as botas de borracha. As botas de borracha estão grandes, mas ele arrancou-lhes as etiquetas e achou que elas são o sítio indicado para arrumar os carrinhos. O pé há de crescer. O pai diz que não estão assim tão grandes. Sinto-me mais calma. Só preciso de ter tudo organizado, nunca precisei tanto disto.

Imagem retirada da Internet: Fonte desconhecida

Depois da tempestade de Outubro espero pela bonança de Novembro. Espero que tudo volte ao seu lugar, ao lugar certo.

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

A brincar é que a gente (pequena) se entende #14 - Ir ao teatro sem sair de casa...

Quero uma área específica lá em casa para atividades de "faz de conta" e representação dramática. Quero uma arca para guardar roupas e adereços e ter um espaço para "teatrarmos" sempre que nos apetecer. 

A arca é fácil de arranjar, temos uma cheia de brinquedos para dar; não ficará vazia por muito tempo. 
Em relação ao teatro, pensei no teatro de fantoches - temos uns fantoches de dedo que ofereceram ao miúdo pequeno lá de casa com muito potencial. Compro um cortinado/tecido preto ou às riscas e coloco-o na porta do quarto do miúdo (até pode ser num daqueles varões dos cortinados da casa de banho que são extensíveis; não sei se encontrarei um tão pequeno) / pendurado no teto / ou no varão do cortinado da janela; recorto um quadrado a uma altura razoável para a criança fazer as suas dramatizações... mas que dê também para mim (de joelhos, eventualmente); coloco-lhe umas bandeirolas; ensaiamos; enviamos convites; preparamos o espaço para o nosso público; fixamos um valor para os bilhetes (já estou a pensar na vertente monetária); apresentamos a nossa dramatização; todos gostam, todos batem palmas (não há outra hipótese); repetimos a brincadeira com ou sem plateia. Brincamos. Fazemos de conta. E lembrei-me, agora, que seria divertido fazer isto na Noite de Natal.











  
Há outros exemplos interessantes: teatro de sombras, teatro de caixa (já fiz um numa caixa, com a sala às escuras, apenas com um candeeiro a incidir sobre a caixa; deu muito trabalho, mas valeu a pena). 



Imagens retiradas da Internet: Fonte desconhecida

O do cortinado parece-me fácil de preparar (eu não sou propriamente uma pessoa com vocação para os trabalhos manuais), de guardar/arrumar e reutilizar. E assim podemos ir ao teatro muitas vezes sem sair de casa... mas também o podemos levar para a rua e pendurá-lo numa árvore. Já me estou a imaginar a chegar ao parque aqui da zona com um cortinado e umas cordas debaixo do braço para montar o teatro na rua.