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segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

À conversa com a minha sobrinha #4 - lições que a miúda nos dá

Depois de uma ida ao parque com os dois, ele chora porque não quer deixá-la. Ultimamente chora sempre quando tem de a deixar. Ela retribui a emoção (de tristeza) e reclama porque não quer deixá-lo. 
A mãe, apoiada por mim, e de maneira a evitar birras, diz-lhe: Filha, ele é mais pequenino, assim pioras a situação, não lhe digas que não queres ir embora. 

- Mãe, tenho que dizer o que sinto. Não é correto mentir. - responde-lhe a miúda.
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Somos (muito) culpados por eles aprenderem a camuflar emoções e sentimentos, não somos?

sexta-feira, 3 de junho de 2016

À conversa com a minha sobrinha #3 - Eu, culpada me confesso / À conversa com o meu filho #7 - masculino vs feminino

Ela telefona-me do telemóvel da minha mãe. Conversamos, marcamos ponto de encontro e ela pergunta-me: não tens nada para me dizer!?
- Sim, minha princesa, hoje é dia da criança. Feliz Dia!!
- Já desejaste bom dia ao teu filho!?
- Sim, já - engasgo-me, olho para ele com ar de culpa e minto à miúda descaradamente.


Digo-lhe, como se estivesse a repetir o que "supostamente" já lhe tinha dito: Feliz dia da Criança, filho.
Ele percebe que estou ao telefone com a prima e diz-me empertigado: A pima* é criança. Eu sou crianço.

*Prima

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

À conversa com a minha sobrinha #2 - A perseguição da lua

A minha sobrinha, que tem sempre questões muito pertinentes e conclusões inteligentes, colocou a seguinte questão à mãe:
- Mãe, a lua anda atrás de todas as pessoas ou só anda atrás de mim porque eu sou gira?

O segundo nome da miúda é Modesta. Assenta-lhe mesmo bem!

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

À conversa com a minha sobrinha #1 - Acerca do verbo concordar

Num dos passeios que fizemos durante as férias, a minha sobrinha perguntou porque é que as tias, as avós e os primos são mais simpáticos do que as mães. Assim, de repente, ocorreu-me explicar-lhe de forma muito simples e redutora um dos papéis que cada um tem na sua vida. 
Eu: A tia, a avó e o primo, tal como a tua mãe, adoram-te, mas não estão sempre contigo. Têm saudades tuas e quando estão contigo aproveitam para brincar e para te mimar, não perdem tempo a ralhar contigo. A mãe está sempre contigo e tem a preocupação de te ensinar o que é certo e o que é errado (de forma mais sistematizada, porque nós, os outros adultos, também a ensinamos), tem de te ensinar a fazer determinadas coisas. Tem de ralhar contigo sempre que fazes ou dizes alguma coisa que não é correta. Aborrece-te mais vezes por estes motivos, por isso nem sempre é tão simpática.
Concordas com isto?
Ela: Sim.
Silêncio.
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Eu (em pensamento): Resultou, sou mesmo boa nisto. 
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Ela: Tia, o que é que quer dizer concordar?
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Desisto...