segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Olá Agosto de 2016

Vais ser um grande mês: aniversários. férias. filho. sobrinha. família. praia. calor. natureza. liberdade. mudanças positivas. temperaturas elevadas. passeios. diversão. felicidade. sorriso na cara. brilho nos olhos. amor. paz. avanços. plenitude. gratidão. vida. Acredito em ti, Agosto. Recebo-te em modo de equilíbrio e de braços abertos.

Imagem retirada daqui

domingo, 31 de julho de 2016

Adeus meu querido mês de Julho de 2016

Julho, apesar de seres um mês de puro Verão e de teres tudo para ser um bom mês, por vezes não guardo as melhores recordações de ti. Já o ano passado o escrevi: causas-me sentimentos antagónicos. 
8 anos e 1 filho depois e estamos numa fase estranha; as mudanças que se avizinham têm causado cansaço e preocupação aos dois em doses muito elevadas.
4 dias de férias, mas sem descanso nem diversão.
Dia dos avós com uma grande nostalgia por não saber que tipo de avós o meu filho recordará. Já eu, recordo e vivo a melhor avó de sempre.
Decidi, finalmente, qual é o Jardim de Infância que o meu filho frequentará (depois escreverei sobre isto); tirei esse peso de cima de mim. Mas sei que se pudesse, a decisão seria outra. Não posso. Lamento por isso.
Dias excelentes de Verão e eu a sair mais tarde do trabalho e com menos tempo para nós.
Recebo o subsídio de férias juntamente com o ordenado. Ao olhar para o recibo constato que o valor que recebo hoje (ordenado + subsídio) é inferior ao meu ordenado de há 5 anos. 
Este Verão, estas noites quentes, esta vontade de andar descalça, de comer fruta, de beber muita água, de mergulhar no mar, de beber um Mojito, de andar na rua à noite sem casaco trazem a minha infância (tirando o Mojito). Só queria sentir-me mais leve para saborear isto.
Apesar de algumas dificuldades (em encaixar as mudanças), tenho sonhado acordada muito mais do que o habitual. Desejo que esta capacidade se mantenha. 
Despeço-me de ti no dia exato, no último dia do mês, porque não quero protelar as contrariedades que me deixaste. Amanhã é dia 1 e eu quero começar o novo mês livre e leve. Adeus Julho.

sábado, 30 de julho de 2016

Reflexões profundas (ou não) #24 - Uma questão de sono

Sempre gostei de dormir. Nunca fui pessoa de dormir 12 horas seguidas, nem mesmo depois de uma noitada, mas 8 horas de sono era o ideal para mim.
Depois, fui mãe. Julgo que me deram um elixir qualquer e adquiri uma resistência ao sono fora do comum (pelo menos, para mim; desconhecia esta capacidade). Acordava de hora a hora, de 2 em 2 horas durante a noite e aguentava. Dormir quando o bebé dormia durante o dia não era coisa que achasse necessária. 
Agora, temo que a validade do elixir do sono tenha expirado. Fico rabugenta quando sou acordada muitas vezes, reclamo em voz baixa, mas em pensamento alto e nervoso. Digo asneiras em pensamento e não só. 
Confesso que tenho medo de uma nova experiência de privação de sono, ou seja, de uma nova experiência de maternidade (tenho mesmo medo). Pode ser que o segundo filho (se vier a ter um segundo filho), durma 8 horas seguidas a partir das 24 horas de vida . Pedir não custa.

sexta-feira, 29 de julho de 2016

À conversa com o meu filho #9 - Coisas dos últimos dias. Coisas do meu miúdo.

Filho, os últimos dias têm sido duros: as tuas birras, as minhas birras, mais horas de trabalho, menos horas contigo, o peso das decisões tomadas, as indecisões, dúvidas que me assolam, mudanças que se avizinham, sonhos que renascem, sonhos acabados de nascer. Tudo isto é muita coisa. Ando cansada: Estou a precisar de férias, de paz, de sossego, de diversão, de refletir e de avançar. Avançar ciente de que há coisas que posso mudar se não derem certo. E é isto. Isto tem sido a dureza dos últimos dias. 

A delícia dos últimos dias é a tua evolução. Fazes-me rir e sorrir facilmente. Para que fique registado, ficam aqui algumas das coisas que dizes/fazes e que me deliciam (ou não, algumas são traquinices):

- Mãe, és a minha melhor amiga. - amo esta tua frase.
- Vocês são os melhores. - Dizes olhando para mim e para o pai.
- Quero um abracinho.
- Bom dia alegria! - imitas-me e dás ênfase à frase.
- Digo que te amo. Respondes: Eu também. 
- Isso não é justo. - dizes quando algo não corre como queres.
- Quero a Carmo. - enquanto fazemos 1001 malabarismos para tomares a medicação para a febre.
- Tivemos de recorrer ao supositório. Detestas. Perguntas: Para onde foi? Onde está? Quero vê-lo...
- Continuas a conseguir desarrumar a casa em segundos.
- Andas muito esquisito: "não gosto de feijão, não gosto de salada, não gosto de uvas, não gosto"... Vê se aprendes a dizer outra coisa.
- Quando for grande vou para o teu trabalho. Quando for grande posso comer pastilhas. Quando for grande posso andar sozinho. "Quando for grande" serve para projetares o que um dia farás e como contrariarás as nossas regras e proibições.
- Um senhor mete-se contigo a caminho do parque. Franzes o sobrolho, fazes beicinho, baixas a cabeça, cruzas os braços e não respondes. O senhor diz que é bombeiro. Arregalas os olhos. O senhor segue o seu caminho. Diz adeus. Não retribuis. Penso alto: podias ter cumprimentado o senhor, talvez ele nos deixasse dar uma volta no carro dos bombeiros. Dizes-me: quero cumprimentar o senhoooor! Digo-te: Agora é tarde. Pensas nisso para a próxima.
- A senhor do parque passa por ti na rua e tu dizes: Boa tarde Senhora! Água mole em pedra dura tanto bate até que fura. Tem sido difícil cumprimentares as pessoas que se metem contigo. Digo-te sempre o mesmo: se não quiseres, não tens de abraçar nem dar beijinhos a ninguém, mas podes cumprimentar as pessoas.
- Tens espírito de contradição. Mesmo quando queres alguma coisa, dizes quase sempre que não queres. Chegámos ao cúmulo de pedir para fazeres o contrário daquilo que queremos que faças. E resulta: Grita mais alto! Silêncio absoluto.
- Mãe, tens de secar o cabelo. - numa manobra de não me deixares sair de casa para ir trabalhar enquanto ficas no sofá com o pai. O pai tem ficado contigo em casa até mais tarde: levantam-se, vêem um episódio da Heidi, tomam o pequeno almoço e... quando chego a casa está tudo desarrumado.

Imagem retirada daqui

- Apanhas flores e pedras e dizes que são para mim.
Está tudo perdoado.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Grandes livros para pequenos leitores #14 - Posso espreitar a tua fralda?

Há umas semanas fui ao centro comercial durante a minha hora de almoço com o objetivo de comprar 1 livro. Um livro em mente que queria ter já (falarei dele depois). Cheguei lá, perguntei pelo dito. Não o encontraram de imediato. Enquanto esperava, "tropecei" no "Adivinha o quanto eu gosto de ti", que também está na minha lista. Acabei por não comprar o livro que me fez ir até lá. Decidi comprar este último, não podia comprar os dois. Já com o cartão multibanco na mão para o pagar, deparo-me com este:


Folheei-o rapidamente e pensei: Estou tramada! O outro já estava na minha mão, o pagamento estava prestes a ser efetuado, estava sem tempo para reflexões, escolhas e exclusões. Comprei os dois (compra por impulso pura).
Hoje, teria optado por comprar apenas este (o outro ficaria para depois), porque para além de divertido é bastante adequado à fase do desfralde e um verdadeiro incentivo à utilização do bacio. Achei o livro engraçado, mas não pensei logo na força das suas potencialidades. Quando o leio, faço uma voz diferente para cada personagem com muita mímica e com muitas expressões faciais à mistura. O miúdo participa sempre na leitura, uma vez que o livro tem abas e cada vez que um animal concorda em mostrar a sua fralda ao ratinho, lá vai ele levantar e espreitar a fralda de mais um animal. Rimo-nos muito. Ele nunca se contenta com a primeira leitura do livro, pede-me sempre para o ler "outra vez".
Nunca lhe disse que tinha de ser como o ratinho (o ratinho é o único animal que não tem cocó na fralda). Por coincidência ou não, aos poucos, começou a andar sem fralda (primeiro, por iniciativa nossa; agora, por vezes, diz que não quer a fralda; julgo que a fralda já o incomoda). Já fez chichi na rua (teve mesmo de ser), já utilizámos casas de banho públicas para as duas hipóteses (detesto), já tivemos descuidos. Nunca ralhamos quando estes acontecem. Na maioria das vezes corre bem, apesar de correr muito melhor quando está connosco.
O ano passado tentámos o desfralde, na medida em que ele avisava quando fazia cocó. Mas não houve uma continuidade (na nossa casa andava sem fralda, na casa da Ama não) e os descuidos eram muitos. Não insistimos, ele nem dois anos tinha e achamos que talvez não estivesse preparado (nem ele, nem nós). Este ano, acho que estamos todos preparados. Este livro é muito recente e foi um verdadeiro achado nesta altura. É o nosso companheiro na aventura do desfralde. Terá um lugar especial na nossa lembrança por isso.

Texto e ilustrações de Guido Van Genechten, da Editora Minutos de Leitura.

Em jeito de conclusão:
Sempre pensei que só o poria no bacio depois dos 2 anos e no Verão: ele faz anos no final de Setembro, logo só na Primavera/no Verão seguinte é que iniciaríamos as andanças do desfralde - com 2 anos e meio/ 3 anos. A Pediatra, baseada nos sinais que o miúdo nos ia dando (descritos acima) e sem qualquer pressão, sugeriu que experimentássemos o bacio no Verão em que ele tinha um ano e tal. Não interiorizei muito bem esta ideia e não houve grande empenho no desfralde nesta altura. Acabou por deixar a fralda com dois anos e tal (no ano em que comprei este livro). Por um lado, desconfio que se houvesse mais empenho e insistência da nossa parte ele deixaria antes; por outro acho que foi na altura certa, aconteceu de forma mais natural para ele. Pouco tempo depois de fazer os 3 anos deixou de querer fralda à noite. Isto trouxe-nos muitos lençóis molhados em noites de Inverno, mas foi a vontade dele, com choro pelo meio sempre que insisti no uso da fralda à noite. Respeitei a sua vontade.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Reflexões profundas (ou não) #23 - Questões laborais

Os momentos do ano em que tenho mais motivação para trabalhar são os dias que antecedem as férias. Os últimos dias de cada mês são os que faturo mais. A sexta feira de manhã é o período da semana em que trabalho mais afincadamente. 
Senhores, por acaso não querem aumentar os dias e períodos de férias por ano? Não querem fins de semana de 3 em 3 dias? Não seria vantajoso que os meses tivessem, em média, 20 dias? Acho que são questões (muito) pertinentes para o avanço da economia e para a felicidade das pessoas.