terça-feira, 22 de novembro de 2016

Reflexões profundas (ou não) #29 - o crescimento: o meu enquanto mãe compradora, não o do miúdo

Nos últimos anos, quando entro numa loja (real ou virtual) o percurso principal é sempre o da secção de criança. A semana passada entrei numa loja online e comprei um vestido para mim - 12,50€ com 50% de desconto incluído; sou a rainha das promoções; em alguns sites só compro quando há promoções de 50%) . Atrelado ao vestido ainda veio uma fronha para o miúdo, mas só isso. Estou crescida, um dias destes ainda começo a sair à noite.

Ainda a propósito de roupas, ofereceram-lhe um conjunto de roupa, no aniversário, de uma marca que nunca comprei na vida. Uma camisa muito grande, com um padrão que não gostei muito, no valor de 49€!! Pensei de imediato trocá-la por umas 10 camisolas de algodão para o Inverno, vinha mesmo a calhar... Isso era se fosse numa das lojas em que costumo comprar roupa, naquela deu para duas e ainda tive de pagar a diferença -  ainda perguntei se podia converter aquele valor num "cartão oferta", para utilizar nos saldos, mas não foram na minha conversa. Ainda me falta (crescer) um bocadinho "assim" para compreender estas coisas (€). No entanto, ao nível do aproveitamento de promoções, o meu desempenho tem melhorado bastante. 

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Reflexões profundas (ou não) #28 - Árvore de Natal antes do dia de São Martinho?

Minha querida irmã, que fizeste a árvore de Natal antes do dia de São Martinho e que começaste a falar em presentes 2 meses antes do Natal, vamos ver quem é a última a desmanchar a dita árvore? Quem é que vai fazer render mais o peixe, quem é? Fevereiro? Março? Junho? Não me desafies. Estou preparada para a deixar na sala até ao Natal de 2017.
E mais: reza a história que o pai Natal deixa os presentes na árvore de Natal, no sapatinho, na chaminé, onde quer que seja, na noite de 24 para 25 de Dezembro. Não é suposto ires comprar os presentes com a tua miúda e quereres que ela acredite que o Pai Natal existe. O miúdo ontem chegou lá a casa com a conversa de que o Pai Natal trará o quartel dos bombeiros do Mickey; perguntei-lhe como é que ele sabia tal coisa; respondeu-me que a prima, num dos diálogos sérios e estridentes que têm às eufóricas segundas feiras (quando ele a vai buscar à escola), lhe contou. Agradecia que não estragasses a história do Pai Natal que enfiei na cabeça do miúdo o ano passado, na medida em que me deu algum trabalho. Mais um pouco e tenho de justificar que a prima foi eleita Elfa Ajudante do Pai Natal e que tem acesso a informação privilegiada e ultra secreta. Ou então suborná-la para que ela não lhe conte nada.
E para ajudar a festa, a minha mãe diz-me que a miúda já é crescida, que já não acredita no Pai Natal. A miúda acabou de fazer 6 anos, ainda o ano passado acreditava. Qual é o vosso problema? Não se lembram de tentar fazer este tipo de coisas?


quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Quando for grande quero uma escola que faça assim / A brincar é que a gente (pequena) se entende #16 - brincadeiras para fazer em casa

Vamos tentar fazer um barco de papel. Vou orientá-lo para a observação, para a descrição do que observa, para a experimentação.


Quantas cores pode ter um dia?


Pois, não deixo que comas isto... São corantes, filho.


Vamos fazer um cavalo marinho. Depois explico porquê.


Carimbos!!Quando eu era estudante, uma professora pediu-nos para realizarmos um trabalho com carimbos de batata e para elaborarmos um relatório com uma reflexão pessoal: não gosto de estragar comida para realizar trabalhos manuais, detesto estragar comida, muito menos por isto; choca-me que o façam nas escolas, há tantas alternativas - escrevi.


Fizemos o ano passado no dia de Natal, numa caixa de sapatos. Fizemos mais pontos de tinta e com mais variedade de cores numa folha A4 preta, colocámos dentro da caixa vários berlindes, tapámos a caixa, agitámos a caixa, retirámos a tampa e... Surpresa! Desta forma (no vídeo), exige uma maior atenção e concentração.


Gostei muito de encontrar este The Dad Lab

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Às vezes não sou a mãe que ambiciono ser

Às vezes não sou a mãe que ambiciono ser. Nem ele o filho calmo e tranquilo que eu necessito que ele seja. Ele consegue acordar às 6h30m mesmo quando se deitou mais tarde do que o habitual na noite anterior. Ele consegue falar muito alto quando eu lhe peço para falar baixo. Ele tem energia para começar a martelar antes das 7 da manhã - vivemos num prédio, não o posso deixar fazer tal proeza. Consegue desobedecer a todas as instruções que lhe dou e a todos os pedidos que lhe faço. Consegue dizer-me que quer comer e que não quer comer 60 vezes em 30 segundos. Consegue chorar muito alto. Consegue desarrumar o quarto dele, o meu, a sala e a cozinha quase à velocidade da luz. Consegue pedir-me colo depois de me zangar. Consegue morder-me (novidade boa!). Consegue dizer que não gosta de mim... Nem sempre consegue tudo isto, menos ainda no mesmo dia, mas no fim de semana passado conseguiu. 
E eu... eu não consigo ver que estamos muito tempo só os dois, que não tenho tempo para brincar com ele como tinha, que estou a deixá-lo ver muita televisão (até aos dois anos, em casa, era muito raro ver televisão; agora sinto que precisamos de reduzir), que os nossos fins de semana têm sido medonhos, que ele tem saudades de ter o pai em casa mais tempo (vai ter no próximo fim de semana), que as rotinas se alteraram, que estou mais cansada e menos tolerante. Que chorei à frente dele quando ele estava a lamuriar: ele engoliu a lamuria; as lágrimas que estavam  à porta, recolheram-se intimidadas; abriu as janelas dos olhos e perguntou-me com um grande espanto, estás a chorar!? Sim filho, a mãe também chora. Depois abraçou-me. E no final do dia disse-me que eu era a melhor mãe do mundo. Eu também costumo dizer que ele é o melhor filho do mundo, que é a minha pessoa preferida, mas este fim de semana não me lembro de o ter dito.

Vou parar com as lamurias (as minhas) e interiorizar que é só uma fase. Logo, logo estará tudo mais equilibrado.

Apesar desta minha reflexão, de reconhecer alguns aspetos que quero mudar e de compreender que ele está a passar por várias mudanças/adaptações, não posso deixar de impor as regras que acho (mesmo) necessárias. Tento compreende-lo e ajudá-lo (ao mesmo tempo que procuro compreender-me e ajudar-me), mas há coisas que não posso (nem quero) permitir. É mais difícil, dá mais trabalho, mas sinto que é assim que o devo fazer. Se é certo ou errado? Para mim, por agora, é o certo.

Filho, digo-te muitas vezes que gosto sempre de ti, mesmo quando estou zangada. Este sempre de que falo é o "sempre" mais verdadeiro da minha existência, é um "sempre" por inteiro (e olha que eu fujo a sete pés do sempre e do nunca, do "para sempre" e do "nunca mais"). Um dia destes, disse-te que estava zangada contigo. Tu respondeste-me: não faz mal eu gosto sempre de ti. Acredito nisto, mini pessoa do meu coração, até quando dizes o contrário.

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Desejo de fim de ano: Calendário do advento

Este ano quero fazer o calendário do advento. Nunca fiz. Não quero fazer por obrigação, só porque defini que tenho de fazer uma coisa por dia... talvez altere o calendário de diário para semanal: todas as semanas uma coisa interessante para todos; uma contagem decrescente semanal.
Algumas coisas que gostava de fazer: 
Fazer um bolo com a prima;
Doar brinquedos (desejo muito isto, já ele...);
Escolher um jogo para a noite de Natal (jogo da cadeira? Construir um puzzle personalizado com a fotografia de todos...);
Comprar um livro de Natal (um, dois...)
Ir ao Teatro, a um concerto ou assistir a um espetáculo de Natal;
Ir à Serra da Estrela e fazer um boneco de neve (era tão bom, talvez para o ano). 



Mas por que raio não encontro calendários semanais? Estou intrigada com isto.

domingo, 13 de novembro de 2016

A brincar é que a gente (pequena) se entende #15 - Quando eu era pequenina...

Jogava ao berlinde,

Imagem retirada daqui
à macaca,
Imagem retirada daqui
ao jogo do eixo,

Imagem retirada daqui
saltava à corda,

Imagem retirada daqui
jogava ao pião,
Imagem retirada daqui

jogava ao elástico, aos polícias e ladrões (queria ser sempre ladrão), ao jogo da cadeira, brincava ao "não pisar a areia" - saltávamos das árvores para as estruturas dos baloiços, destas para os muros, sempre sem poder pôr um pé no chão; de quando em vez lá havia uma queda... E agora lembrei-me que, não seguindo bem esta linha de jogos tradicionais, também havia o jogo do bate pé (já sei, todos vós bateram muito o pé, não foi? Pois, eu também). Voltando aos jogos tradicionais, acho que vou iniciar o miúdo nestas andanças (não nas andanças do jogo do bate pé; ele não precisa de incentivo, acho que já nasceu a bater o pé).