segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Olá Dezembro de 2015

E assim se chega à última folha do calendário de 2015. Com desejos especiais, com votos genuínos de Felicidade, com promessas cumpridas. Só se lamenta o facto de os desejos, por vezes, não serem os melhores para todos, que o conceito de Felicidade não seja definido de acordo com a melhor natureza de cada um de nós e que as promessas que se cumprem nem sempre sejam as mais importantes. 
Para mim, a reunião e união da família, os almoços, os convívios, o espírito de festa, o estar com as pessoas de quem gosto, o querer fazer uma surpresa, o querer e gostar de encontrar o presente perfeito para cada pessoa, são alguns dos motivos que me fazem gostar desta época. Agora, no papel de mãe, valorizo (ainda mais) as memórias que se guardam desta época e as tradições que se criam. Passei a dar mais valor ao significado das pequenas coisas: fazer a árvore com acessórios que têm significado para nós ou que nos representam; cantar músicas de Natal no dia de Natal; ler uma nova história; fazer um passeio especial... Eu gosto de Dezembro, eu gosto do Natal. Bem-vindo!

Créditos de imagem: M.O.D

Dezembro, passa devagar, passa muito devagar. Agradecida.

domingo, 6 de dezembro de 2015

Adeus meu querido mês de Novembro

Sais de cena para dar a vez a um mês encantado: a um mês bonito, apressado, comemorativo, solidário, frio, mas alegre e branco. Pelo menos, é assim que o vejo.
Meu Novembro, penúltimo mês do ano, digo-te adeus com uma sensação Agridoce. Foste melhor do que o mês de Outubro (não era preciso muito), mas não foste perfeito. Foram travadas algumas lutas durante alguns dos teus dias. Aconteceram coisas boas e algumas menos boas. Dúvidas e certezas. Altos e baixos. Com dias de muito sol e com dias de relâmpagos estrondosos... Mas, eis que me despedi de ti com vista para um arco-íris longínquo; não do alto da montanha, mas a caminho de lá. Para o ano quero ver-te de outra forma.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Ser diferente é normal...

O que não é normal é ser discriminado por isso. 
Não promovamos o afastamento da diferença, nem a intolerância, nem o isolamento.


Escola inclusiva?
Educar e aprender para a entreajuda e para o companheirismo?
Educar e aprender pelo respeito? 
Educar e aprender com as dificuldades e com as facilidades de todos (não são todos bons em tudo)?
Educar e sensibilizar todos (reforço TODOS) os pais e todas as comunidades?
Formar mais e melhor os Educadores e os Professores? Através de uma prática continuada, coletiva e reflexiva?
Preparar as escolas para a inclusão? Ter uma escola com mais recursos?
Criar mais Equipas Locais de Intervenção Precoce?
Potenciar a cooperação entre as várias áreas de Intervenção (nos casos em que existem)?
Sociedade inclusiva?
Mundo inclusivo?
Ser-se mais Humano? 
SIM, ser-se melhor. 

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

À conversa com o meu filho #1 / Barómetro de crescimento #7

- Filho, olha que tu cais - digo eu, quando ele tenta fazer do fraldário um insuflável.
- A mãe, depois, apanha - responde ele.
Mal sabe ele que o apanharei sempre que ele precisar.

*
- Filho o que é que estás a fazer?
- Brincadeiras.
Ele julga que brincadeiras e asneiras são a mesma coisa.

*
- Ai nossa Senhora da Agrela! - imita-me ele.

*
- Mau Maria - digo eu.
- Que o gato já mia - responde ele.
Não há reclamações a fazer, o miúdo já sabe alguns Provérbios.

*
- Não comas tudo, cavalo! - digo eu, enquanto simulo que dou uma colher de sopa ao cavalo.
- Mamã, o cavalo não abre a boca! - responde ele, como quem diz: não sejas parva, eu sei bem que esse cavalo não come.
Ontem, eu podia dizer que as estrelas iam dormir, que a lua estava a chegar ou que o vento ia para a casa dele. Hoje, ele contra-argumenta, fazendo-me passar por uma pessoa tonta que tem conversas sem qualquer sentido.

*
- Ele está a crescer, não é? - pergunto-me.
- Sim, basicamente ele está a crescer desde o dia em que nasceu; aliás, ele está a crescer desde o dia em que foi concebido. Já devias estar habituada, nunca foi diferente - respondo-me.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Não é por ser meu filho...

Claro que é por ser meu filho. Se não fosse meu filho, este texto não era meu. É por ser meu filho que tudo o que ele faz tem tanta importância, é tão engraçado, tem tanto interesse e faz-me tão feliz. É por ele ser meu filho e por eu ser mãe dele que tudo é escrito com tanto amor, mesmo as coisas menos boas. 
É por ele ser meu filho que ralho, mas vibro, quando ele tenta despejar uma embalagem de soro fisiológico nos meus sapatos ou quando ele desenrola um rolo de papel higiénico em 2 segundos. É por ele ser meu filho que adoro: Quando me pergunta "então, não estás a ouvir", depois de falar para mim e eu não lhe responder; Quando me pede desculpa; Quando me diz que temos de comprar um cavalo à prima, na noite em que me zanguei com ele porque ele lhe bateu; Quando não dorme com a chucha há uns dias, porque a chucha branca está rota e a verde "desapareceu"; Quando me diz que tenho de comprar outra chucha; Quando me pede para dormir na cama nova; Quando imita o Lobo Mau da história "Os três porquinhos"; Quando simula que anda de skate; Quando descasca e come a banana às escondidas; Quando enxota as moscas; Quando tenta calçar as pantufas; Quando calça as botas da prima e parece o Gato das Botas; Quando faz da barra protetora da cama um cavalo; Quando me chama e o encontro escondido (mal escondido), encolhido, dentro da arca dos brinquedos; Quando me pede para ouvir o "Fungagá da bicharada"; Quando pede para colocarmos o redutor na sanita porque quer fazer chichi; Quando faz chichi na sanita; Quando vê a prima e grita de felicidade; Quando vê a prima a abraçar a avó e abraça-a também; Quando dormimos juntos (sempre) e me abraça durante a noite; Quando ele sorri. Bolas, quando ele sorri nasce o sol! E quando ele diz "gosto de ti"!? Gosto muito quando me dizem que gostam de mim, mas quando é ele a dizer-me... Gosto muito, muito mais.
Isto tem tudo muita graça, não há qualquer dúvida, mas é para mim. E um dia, quem sabe, para ele.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

27 de Novembro: o dia 27, seja lá de que mês for, é sempre especial

Duas meninas lindas que fazem anos hoje. Duas crianças que adoro, não fossem elas filhas de quem são. Dois presentes, um para cada uma das mães. Duas dádivas. Sentir alegria duas vezes por receber, neste dia, a notícia do nascimento. Dois seres a quem desejo muito, muito bem. Duas princesas aguardadas com euforia. Duas vezes parabéns e votos de felicidades para e por elas.
Lembro-me do dia em que cada uma nasceu - uma nasceu numa sexta feira, a outra numa terça feira; coincidência, os meus amores, a minha sobrinha e o meu filho, também nasceram nestes dias da semana, ela numa terça feira, ele numa sexta feira. Lembro-me de visitá-las ainda na maternidade (que penetra). Lembro-me de alguns trejeitos de cada uma. Lembro-me dos caracóis selvagens de uma e do cabelo dourado da outra. Lembro-me de começar a comemorar (beber caipirinhas, portanto) a chegada da primeira mesmo sem saber que ela estava prestes a nascer. Lembro-me que o nascimento da segunda renovou-me a esperança que estava meio perdida.
Uma delas tem, hoje, o dobro da idade da outra. Ou uma delas tem, hoje, metade da idade da outra. 3 e 6 anos celebrados neste dia 27 de 2015. Uma é loira, a outra é morena. As duas são lindas de "morrer", deve ser do dia do nascimento. E eu, por vezes, "morro" de saudades das mães destas duas princesas e do tempo que já não volta.


Créditos de imagem: Malaquite Ilustrations

Hoje, não caminham nem brincam de mãos dadas, uma vez que há um mar de distância a separar-vos, no entanto, nesta data, imagino-vos sempre juntas; não só porque partilham este dia, mas também porque o bem que vos desejo tem a mesma medida: é infinito.
Parabéns às filhas e parabéns aos pais pelo presente que receberam nesta data, 27 de Novembro.