terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Olá Janeiro de 2017

Janeiro, oficialmente já chegaste. Eu sei que já não estou em 2016. Mas mentalmente ainda estou num plano de transição, ainda não cheguei a 2017, por isso não é com grande euforia que te cumprimento. 
Eu não brindei com ninguém, não comi passas, não pulei, não beijei quem devia, não fiz nenhum pedido, logo ainda não existo em 2017. Espera-me. Eu também estou à espera de apanhar o comboio com destino a 2017 e, consequentemente, ao primeiro mês do ano... Olha, parece que vem lá!

Imagem retirada daqui.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Adeus meu querido mês de Dezembro de 2016

Ai Dezembro, ai Dezembro, não tivesses tido a comemoração do Natal e tudo o que isso envolveu, e terias sido um mês de treta. Bicharocos de várias espécies que nos impediram de ir ao almoço de Natal que fazemos todos os anos e que nos fizeram passar a noite de 31.12.2016 para 01.01.2017 em casa, no sofá, os três. Fizemos noitada, sim senhor, só não foi na Costa Alentejana como estava previsto (pormenores). Estava tudo planeado: Jantar fora, mas a três passos do sítio da dormida; dança e música até o miúdo aguentar, nem que fosse apenas até às 00h15; acordar no dia 1 no campo; ir à praia e cumprimentar 2017 com vista para o mar; regressar a casa com bons planos para 2017. Era bom, não era? Era. Mas não foi. 
O fim de semana foi mau, à meia noite estávamos os três a dormir. Lembro-me de acordar às onze e meia, olhar para o telemóvel e enviar uma mensagem à minha irmã para saber se tinha chegado ao destino em condições. À meia noite, só o barulho longínquo feito por quem se divertia me abriu os olhos por uns segundos, voltei a dormir logo de seguida (o cansaço era muito). E foi assim, Dezembro. Tens a certeza que já passaste?

Para animar isto vamos lá ver 2016 em imagens:

1) É verdade, fiz 40. E vivo muito bem com isso, mas não inventem...

2) Vamos mesmo reduzir o consumo de TV, não é que não possamos ver, mas vamos priorizar outras coisas (pelo menos, é esta a intenção).

3) Bem que o miúdo me podia ter tranquilizado.

4) Podia muito bem ser o meu filho a dizer-me isto.

5) Se eu não mudar de atitude, acho que em 2017 este diálogo será reproduzido lá em casa.

6) O amor acontecer, acontece. E isso é bom. O problema é quando acontece apenas num sentido: o do próprio umbigo.

7) É mais ou menos isto.
Imagens retiradas da Internet

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

A brincar é que a gente (pequena) se entende #17 - Yoga em 2017. E a minha (falta de) vocação para trabalhos manuais e cortes de cabelo

Em 2017 vou pôr o miúdo a fazer Yoga. E o pai também. E até a mãe. Estamos a precisar de relaxar. 
Arranjo um quadro como este e penduro-o na sala. Depois é só seguir as instruções da mãe, ao som de uma música adequada, olhar para o quadro e reproduzir as imagens: agora, muito devagar, com movimentos suaves e refletidos, vamos tentar chegar à lua; imagina que és uma montanha; filho, quando a música começar, faz de barco; agora imita o cão. E quando chegar aquela parte em que lhe peço para fazer de leão, ele olha para mim, sorri e responde: mãe, eu já sou o leão quando acordo e me sento na cama a berrar por ti. 
Ainda não sei se nascemos para a prática de Yoga, mas parece-me uma excelente ideia para pôr em prática em 2017. Se acharem que esta ilustração não é adequada à vossa família, arranjem uma que seja. O "Yoga-jogo" até pode ser uma coisa divertida.

Imagem retirada daqui

Só uma pequena nota: ontem armei-me em cabeleireira e cortei o cabelo ao miúdo. Eu, que mal sei cortar as unhas. Um verdadeiro disparate, uma tristeza, o pior zig zag da (nossa) história, uma franja em formato de comboio a descarrilar, um cogumelo, daqueles que eu queria para a árvore de Natal, em cima da cabeça do miúdo. Temo ter um leão, versão Beatriz Costa, sentado na cama a berrar por mim. Bem, para dizer a verdade, ele acordar despenteado até favorece muito a coisa. Preciso mesmo de Yoga. Ou então de 1 Gin tónico (com pouca água tónica). 
Um agradecimento ao pai que não se passou comigo e que hoje de manhã foi à procura de um cabeleireiro para consertar a porcaria que eu fiz (eu, no lugar dele, "passava-me"). Pois, já sei, quem precisa de Yoga sou eu... Ainda não sei se nasci para Yoga, mas para cabeleireira não nasci de certeza.

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Natal: gostei ou não gostei? Ganhou o "Gostei". E intenções para 2017!? Pois, não sei.

Este Natal gostei da nossa árvore de Natal pouco alinhada, mas cheia de coisas com significado. Gostei do abraço da minha avó no dia 24. Gostei da mesa cheia. Gostei da fantasia que encenei e da espécie de contagem decrescente que consegui concretizar. Gostei de completar o presépio e de ver o meu filho feliz com a chegada do Menino Jesus e dos 3 Reis Magos no dia 24 à noite. Gostei dos presentes que recebi. Gostei dos que ofereci (gostava de ter oferecido mais). Gostei de estar junto dos que mais amo. Gostei de ver a surpresa desenhada no rosto deles (filho e sobrinha) durante o desembrulhar de alguns presentes. Gostei das músicas de Natal que ouvimos em Dezembro (excepto a que a minha excelentíssima irmã pôs a tocar na noite do dia 24, a miúda é louca). Gostei de ajudar alguém, mesmo tendo sido uma ajuda pequena. Gostei de cada abraço do meu filho. E de cada beijo. Gostei de ver o meu filho brincar com todos os presentes que recebeu, apesar do número de presentes ser mais elevado do que o previsto - já sabíamos que iria receber muitos presentes, eu e o pai comprámos-lhe apenas um; ainda ficaram dois para abrir no dia de Reis, quando a árvore de Natal e o presépio se despedirem; ou para abrir noutro dia qualquer. Gostei de ter chegado a horas ao jantar de Natal. Gostei de não ter perdido muito tempo a enviar sms's de Natal (desculpem, mas estava mais preocupada em vivê-lo). Gostei da festa de Natal do meu filho. Gostei do 4.º Natal do meu filho.

Não gostei do frenesim das compras. Não gostei da quantidade industrial de doces, estupidamente deliciosos, a que me sujeitaram (na verdade até gostei, o problema é esse). Não gostei de constatar que a minha sobrinha já não acredita no Pai Natal. Não gostei de ir trabalhar no dia 26 de Dezembro. Não gostei de ver o miúdo a atirar-se às filhós antes do jantar de Natal (é Natal, mas...). Não gostei da separação que me tem sido imposta quase toda a vida: há sempre alguém que não está ou eu própria não estou onde deveria estar. Não gostei da saudade que senti de tempos que não voltam e de pessoas que não voltam. Não gostei das lágrimas da minha avó nem da culpa por estar pouco tempo com ela. Não gostei do vazio que o fim do Natal me deixou... nem dos quilos a mais que não levou.

Estou "perdida" no que respeita a intenções/objetivos/metas/planos para 2017, apesar de desconfiar que vai ser um excelente ano. Não tenho propriamente objetivos definidos, mas acredito no ano de 2017. Tenho um desejo, mas preciso de senti-lo com mais intensidade, com mais convicção, com mais certeza.
Relativamente a desejos para os outros, tenho muitos, mas há um que sobressai: a felicidade plena da minha irmã... também sinto que está para breve.
"Boas intenções há muitas, sua palerma. Venham lá as concretizações!" - respondo-me.

Descobri agora uma intenção para 2017: Regar com amor, no momento certo e na medida exata, o que me faz feliz.

Imagem retirada da Internet: fonte desconhecida

Na verdade, a intenção é preservar o que me faz feliz. E se possível acrescentar algo mais a essa felicidade.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

O nosso Calendário do Advento simplificado; votos de um Feliz Natal; uma história verdadeira de Natal.

O nosso calendário do Advento simplificado:

No dia 1 - acordámos com um cavalinho de madeira pendurado na cama. Trouxe com ele um recado do Pai Natal: é dia de fazer a árvore de Natal.
No Dia 2 - deixaram-nos um livro que fala, sem conservadorismos e com humor, do nascimento do Menino Jesus, dos Reis Magos e da prenda que o Pai Natal ofereceu ao Menino Jesus. 
No dia 3 - a madrinha trouxe-nos um convite para irmos ao circo. O meu coração dividiu-se: por um lado a alegria e a nostalgia em recordar o circo da minha infância no Coliseu de Lisboa (ia todos os anos através da empresa do meu pai); por outro a minha posição contra a existência de animais em contexto circense. Fui à procura, na página de facebook do circo, se tinham alguma coisa a escrever sobre este assunto. Encontrei o que procurava. Ainda assim, é algo que me incomoda. Mas fomos, ele gostou e eu gostei com ele. Viu leões, elefantes, cães, cavalos, palhaços, trapezistas, motas (novidade para mim). Quando questionado acerca da 1.ª ida ao circo, a resposta foi quase sempre a mesma: vi o elefante a fazer cocó e os senhores foram a correr limpar. E é isto: o animal sem privacidade e o meu filho, com tanta coisa para relatar/recordar, guardou esta imagem.
No dia 5 - sem ninguém pedir, encomendar ou desejar, fomos invadidos por um bando de pintas comichosas: Varicela.
No dia 12 - o pai Natal e os Elfos passaram lá por casa e deixaram um enfeite na nossa porta: uma árvore de Natal e um Pai Natal de madeira.
No dia 16 - recebemos um livro que fala do nascimento do Menino Jesus, este mais adequado à idade do miúdo, já que o outro teve de ser bastante resumido por nós.
No dia 17 - foi dia de separar brinquedos para oferecer a outras crianças. O primeiro "brinquedo" que ele escolheu para oferecer foi uma etiqueta de papel que estava na arca dos brinquedos: Mãe, olha, oferece isto... Isto vai lá, talvez demore mais tempo do que eu estava à espera, mas vai lá. Já decidi que vou dar muitos brinquedos sem o consentimento do miúdo, mas gostava que ele escolhesse, pelo menos, 1 ou 2. Temos até dia 22/23 de Dezembro.
No dia 18 - o objetivo era ir ver o Pai Natal ao Castelo de uma terra vizinha e ir ao Ikea comprar cadeiras (tinha tanta vontade de aproveitar a folga do pai, depois de várias semanas sem folga ao fim de semana, para fazer compras... nem imaginam!). Chegámos ao castelo com o miúdo a dormir. Rumámos ao Ikea e encontrámos o Pai Natal, mas o miúdo não quis conversas com ele. Que "passeio de Natal" tão sem sal. Valeu estarmos juntos! Foi dia de enfeitarmos uma árvore de Natal para a escola. Não correu como o planeado, uma vez que fiz quase tudo sozinha. Era suposto fazermos em conjunto: o miúdo ainda me ajudou numa pequeníssima parte logo no início; eu e o pai discutimos por causa de cola, algodão e papéis. Discussões matrimoniais normais, portanto.
No dia 19 - chegou-nos um recado de que iríamos receber gradualmente as figuras do  nosso primeiro presépio: hoje chegou o anjo e o cenário com a estrela. Ele chama-lhe espetáculo.
No dia 20 - chegou o pastor, chegaram as ovelhas e a árvore. Ele vai ser um dos pastores na festa de Natal, foi uma forma de valorizarmos a personagem e de nos envolvermos. O recado que nos deixaram diz que faltam 4 dias para a noite de Natal!
Ele diz que pode pedir dois brinquedos ao Pai Natal: quer um carro dos bombeiros do Mickey super rápido e um carro grande super rápido.
No dia 21 - neste primeiro dia de Inverno, chegou Maria e chegou José. O Pai Natal já sabe que ele vai ser o pastor. Depois de me ouvir ler o recado, disse para o papel: Pai Natal, quero ser o Rei Mago verde... dia de lhe explicar que nem sempre conseguimos o que queremos. Faltam 3 dias para a noite de Natal!
No dia 22 - foi a festa de Natal na escola. De manhã disse-lhe para se divertir na festa com os amigos, disse que iria vê-lo, beijei-o no rosto e saí para trabalhar a pensar que ele queria ser o Rei Mago - há umas semanas disse-me exatamente o contrário, que não queria ser o Rei Mago; agora acha-lhe graça por causa da vestimenta verde; adora a cor verde.
Na plateia esteve muita gente a aplaudi-lo: eu e o pai, os 3 avós, a prima, a madrinha e a tia (que não viram a sua atuação, mas estiveram lá) e o tio. Emocionei-me quando vi aquela "pessoinha" em cima do palco, quando o vi interagir com os seus pares, quando confirmei o seu jeito inquieto, quando o ouvi dizer o seu nome ao microfone sem vergonha, quando testemunhei a disponibilidade dele para dizer o nome dos amigos que estavam mais envergonhados, quando li nos seus lábios perguntar pela mamã (estava logo na segunda fila). Gostei tanto de ver o meu filho crescer mais um bocadinho.
Na ida para casa disse-me: temos de ver se o Pai Natal deixou alguma coisa do presépio. Gosto mesmo das encenações que fazemos alusivas a esta época. Faltam 2 dias para a noite de Natal!
No dia 23 - chegou a manjedoura do Menino Jesus de manhã. Dia de oferecer os brinquedos que separámos. Falta 1 dia para a noite de Natal.
De 24 para dia 25 - será Natal. Nascerá o Menino Jesus, ele encontra-lo-á no dia 25 de manhã com o cavalinho de pau debaixo da árvore (ou no dia 24 à noite na casa da avó, ainda não decidi). Nesta história, os três Reis Magos não se atrasam (não é possível protelar até ao dia 6 de Janeiro; dia 23 de manhã disse-me que estava farto de esperar...), chegarão com o Menino Jesus.

O nosso presépio:



Feliz Natal!
Este Natal, bem como o ano inteiro, desejo que todos tenhamos saúde e amor, paz, harmonia e alegria. É uma frase feita, mas acho que nunca a escrevi de forma tão sentida. Desejo para nós e para o mundo o que desejei o ano passado.
Temos o direito e o dever de aproveitar tudo o que temos. E a verdade é que tudo o que temos é muito!


Uma história verdadeira deste Natal que gostava de partilhar:
Uma pessoa com quem trabalho deixou-me um envelope com um postal de Natal no qual relata que este ano não oferecerá prendas a ninguém. O valor das prendas que ofereceria será para duas famílias carenciadas que ela acompanha e que necessitam bastante de ajuda. Quando for entregar o dinheiro/as prendas dirá que fui eu, a Maria, a Clara, a Madalena, o Pedro, a Helena, o José, o Daniel (nomes fictícios) que ofereceram.
Para além de lhe agradecer, para além de ficar sensibilizada e emocionada (choro por tudo e por nada, deve ser da época), respondi que quero contribuir com algo mais. Tal como eu, outras pessoas juntaram-se a esta causa. É o chamado efeito dominó: ela "empurrou" a primeira peça, as outras vão por arrasto.
Há pouco mais de um ano escrevi sobre um "pequeno projeto pessoal" que gostava de por em prática. Fiz algumas coisas, como contribuições específicas e pontuais em causas que me tocaram especialmente, mas não o fiz como queria. Quero mesmo fazer uma coisa com significado para mim e para alguém todos os meses no próximo ano. É uma das minhas intenções para 2017. Tenho a sensação de que 2017 vai ser um excelente ano!